sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Um amor antes de Portugal



Meu primeiro romance lançado pela editora Docas da Livraria de Portugal. 
A história acontece, no passado, no tempo em que Afonso Henriques lutava para fazer de Portugal uma nação independente e ser o seu primeiro rei. No presente se passa principalmente em 
Caxias do Sul e Porto Alegre. 
Por enquanto vai para as livrarias somente por lá, mas em breve deve sair também em ebook. 

terça-feira, 19 de setembro de 2023

Nossos super-heróis... de araque.

 



Nossos super-heróis!
Eu sei que este texto não vai mudar em nada o que pensam lulistas e bolsonaristas, por isso, se você é de um destes polos, nem leia. Este texto é para quem possa estar perdido entre os extremos, e já aviso, é longo.
Os dois super-heróis nacionais da malandragem sabem muito bem como proteger seu legado. A acusação de fraude nas urnas por parte da direita abilolada virou um raio de invulnerabilidade ao seu líder máximo. Nada que se fale contra Bolsonaro, mesmo que sejam aberrações de sua conduta, jamais será aceito como motivo para ter devolvido o poder ao super-herói da hipocrisia. As urnas foram fraudadas, e basta! Ter falado besteiras dia após dia (pintou um clima, não sou coveiro... caf... caf...), ter acabado com a Lava-jato, sabotado a luta séria contra a covid, impedido a CPI da Lava-toga, escondido o Queiroz e as rachadinhas, entre tantos outros absurdos, nunca foram nem serão motivo para ter perdido a presidência, porque as urnas foram fraudadas. E ponto.
De todas as ações maléficas de Bolsonaro, a mais lamentável foi perseguir e acabar com a Lava-jato. Colocou na PGR um cupincha disfarçado e antigo simpatizante da esquerda farsante (não, não é pleonasmo, existe esquerda boa por aí, por incrível que pareça), com o único intuito de se proteger e proteger a família. O bloqueio das investigações do Coaf, em parceria com o ilustríssimo cara-de-pau Dias Toffoli, o amigo do amigo, a quem a Lava-jato tinha chegado perto demais, servia para blindar um grupo de protegidos do Sistema ao qual Bolsonaro ainda não fazia parte (e nunca fez, porque o Sistema rejeita quem é desonesto sem habilidade para parecer honesto). As investigações do Coaf chegavam nele e nos filhos, e no Toffoli, e no Gilmar Mendes, através de suas esposas (ou ex-esposas). Que horror! A corte ficou repentinamente vulnerável e o bobo dela se entregou de braços abertos ao serviço estúpido de dizimar as investigações. Bolsonaro acabou com a Lava-jato e, na carona do seu simpático PGR, aqueles ministros que quase viram a toga voar e mostrar suas falcatruas, agora a querem tornar vilã. Ninguém viu nada, era tudo ilusão. Os bilhões recuperados sim é que foram fraude. Moro e Dallagnol logo serão presos, e Lula, o impoluto, viverá seus dias de paz depois de phoddê-los. Mas nada disso é mais importante do que a fraude nas urnas, porque o super-herói lançou seu raio de poder sobre o código-fonte.
Não sei se houve fraude. Nunca me convenci totalmente da invulnerabilidade das urnas. Porém, as forças armadas analisaram os resultados exaustivamente e não puderam dizer que estava errado. Na nota oficial ressaltaram que não se podia provar fraude, mas também não se podia provar que não poderia haver. Tão objetivo quanto yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay. Até hacker foi contratado e nada.
No meio desta barafunda de especulações ainda fico na dúvida sobre a derrota de Haddad na eleição anterior, bem como de tantos esquerdistas que dominam o código-fonte a seu favor. Se fosse fraudável, como perderam?
O que realmente me preocupa é a velocidade do pêndulo da história. O extremismo de Bolsonaro fez com que o extremismo de Lula voltasse violento, com móveis de mais de 50 mil, com milhões no cartão corporativo, com apoio irrestrito a ditadores desumanos, com viagens a passeio travestidas de compromissos e diárias de milhões, com políticas econômicas baseadas em gastos, que levará o Brasil a se afundar na pobreza mais uma vez, com os mesmos milhões de desempregados do passado.
A culpa da volta de Lula e seu esquerdismo populista e hipócrita não foi propriamente de Bolsonaro, mas sim da incapacidade dos bolsonaristas em ver os erros do seu super-herói. Fica mais fácil aos intransigentes da moral deturpada atribuir a culpa ao código-fonte e aos indecisos, que não foram patriotas a ponto de aceitarem uma aberração. Fica mais fácil dizer que um é pior do que ou outro e o outro é pior do que o um, e entre os piores vamos a cada dia mais empobrecendo em todos os sentidos.
O problema é que o lulismo está acelerado, e com a mesma ausência de autocrítica sobre seu líder que pode tudo e jamais erra. Estão querendo no menor tempo possível repaginar a história e voltar ao ponto onde pararam no seu projeto de poder. Assim o pêndulo da história continua a se mover com estonteante velocidade e nem os milhões que Lula gastará com propaganda será capaz de segurá-lo.
Outra volta do extremismo de direita? É possível. Tiraram os direitos políticos do seu super-herói, mas com uma corte suprema que faz política de ocasião, nada impende que devolvam Bolsonaro ao pleito em 2026, porque Lula sabe que é o candidato mais fácil de ser derrotado, com ou sem fraude nas urnas.

A minha esperança é que este pêndulo se movimente tão rápido que um dia arrebente. Quem sabe a população votante um dia acorde e entenda que líderes populistas de qualquer lado jamais foram capazes de colocar país nenhum na riqueza, muito pelo contrário, empobrecem todos os que dominam, moral ou financeiramente. Sei que sem escolaridade essa possibilidade é baixa. Sei que enquanto as notícias mais lidas dos jornais forem fofocas de celebridades, teremos pouca esperança. Porém, pouca não é nenhuma, então, sigamos na luta.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Os versos de Deus nas estrelas

lachatre.com.br

Os versos de Deus nas estrelas

Uma tendência humana é criar zonas de conforto. Bem, criar zonas de conforto é um princípio evolutivo, que nos tirou das cavernas escuras e nos colocou em lares aquecidos, iluminados e protegidos. Excetuando-se os estados mentais patológicos, ninguém começa um dia querendo deliberadamente sofrer ou ser infeliz. Na nossa longa escalada evolutiva, instinto e egoísmo se misturaram e se completaram, para que pudéssemos superar obstáculos sem conta e, assim, ter as alegrias imediatas da conservação de cada espécie a que já pertencemos.

Na fase evolutiva em que estamos, com o instinto plenamente desenvolvido, o sentimento começa a se descortinar como uma necessidade de manutenção da vida e fator fundamental para a evolução. A manutenção da vida é o instinto primordial de todas as espécies e, por mais que ainda vejamos tanta truculência e dor nas relações, é inegável que já se começa a perceber que não há saída para a humanidade que não seja pelo respeito, pela civilidade e pela empatia. E se não respeitarmos o meio ambiente? E se continuarmos somente extraindo e poluindo? E se não respeitarmos as diferentes culturas; as incontáveis diversidades?  E se insistirmos na guerra? Qual a porcentagem da população mundial que vê na guerra o caminho para a paz?

Em cada salto mínimo na escada evolutiva, tão sutil que nem se pode perceber os degraus, um vilão perde a força; um abraço salva vidas. Os malvados, os tiranos, os arrogantes, os violentos, os mentirosos, cada vez mais se destacam fora do contexto civilizatório de um mundo altamente interligado e de informações instantâneas. Assim o ser humano vai aprendendo, muito pouco a pouco, a ler a imensa carta escrita por Deus nas estrelas e que fala do drama existencial de todos nós. Uma leitura difícil, mas que a cada dia mais pessoas conseguem aprender, quase que inconscientemente, até mesmo imperceptivelmente. É como se estivéssemos aprendendo outro idioma e nos deslumbrando por entender o que antes eram só sons ou símbolos desconexos e incompreensíveis.

A carta que Deus escreveu nas estrelas é a nossa vida, do mineral ao anjo. Por mais que ainda existam a guerra e a fome, a posse inconsequente e a arbitrariedade, naturalmente a humanidade entende que não há como retroceder; não há como evitar o anjo que ainda seremos e que cresce irresistivelmente em cada um. Uma massa crítica se forma e, na contagem de tempo da eternidade, a alegria vai substituindo a dor da alma na medida em que aprendemos a valorar os bens adequados, a abandonar ideias e apegos mais ligados ao instinto do que ao amor. Amor, bem se entenda, de doação. Que nada pede, que nada espera, que tudo dá (mesmo sem deixar de ser severo). Amor marcado na figura do Cristo, com seu exemplo divino de doação pelo nosso crescimento.

Jesus é o responsável pela nossa humanidade e os versos de Deus nas estrelas sobre ele falam somente de amor. Amor de doação em todos os momentos em que esteve materialmente entre nós. Não havendo no nosso tempo outro espírito desta grandeza, é natural que seu exemplo seja único e perfeito. E nós, futuros anjos, mas ainda infinitamente distantes dos cristos, que engatinhamos no processo de aprender a amar e a se doar, vemos no Natal uma ocasião para celebrar a vida, o nascimento, os encontros, a esperança, as alegrias, as memórias, a saudade, os presentes, as promessas íntimas de sermos melhores.

Que tudo isso possa acontecer neste Natal, mas que comecemos por lembrarmos de tantos e tantos e tantos que não terão Natal, para que algum tipo de amor de doação possa percutir em nossa alma. Tantos sem lares, tantos sem alimento, tantos sem apoio familiar, tantos mergulhados em seus próprios abismos de solidão.

Que tudo isso possa acontecer neste Natal, sem nos esquecermos que qualquer doação material que possamos dar para quem precisa é insignificante diante da imensa corrente do bem que nossa energia cria cada vez que queremos, de coração, ajudar. Dar presentes de Natal pode ser uma leitura embrionária do amor de doação a que estamos destinados quando o anjo em nós abrir suas asas, mas já um bom começo. Porém, muito além dos presentes materiais, que possamos lembrar que somos filhos de Deus, iguais em humanidade, nenhum mais, nenhum menos, apenas irmãos, somente irmãos, eternamente irmãos, caminhando juntos nesta tão longa estrada evolutiva.

Que possamos lembrar que apenas o amor é capaz de nos dar a verdadeira felicidade. E que as asas da bondade que um dia teremos definitivamente já possam se agitar, começando por dar mais valor a um abraço sincero do que a um presente material, e nos elevando acima do que somos, para que possamos ter um Natal realmente de paz.

Que cada vez mais, a cada Natal, a nossa zona de conforto, a nossa alegria mais imediata, possa ser o amor.

Feliz Natal.

 

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Consciência

 

                                          O GRANDE CAMINHO                                      

           O espírito Lins de Vasconcelos, em um dos capítulos do livro O ESPÍRITO DA VERDADE, psicografia de Chico Xavier, faz um comentário bastante interessante a respeito da revolta de que algumas pessoas são tomadas contra Deus. Diz este irmão ser absurda qualquer tipo de revolta e é bastante feliz esta colocação. Deus não pune. Deus não seria expressão de perfeição se tomasse qualquer tipo de atitude punitiva.

            A idéia mais próxima que podemos fazer da Divindade é imaginá-la perfeita, criando uma máquina viva em que não precise fazer mais interferências. Ao que pode alcançar, no momento, nosso pensamento, foi assim que Deus projetou tudo que existe e não é necessário a Ele interferir incessantemente sobre nossos destinos, nos apontando tropeços, erros infindáveis e indicando punições aos nossos deslizes. Parece ser comum acordo da humanidade que somos centelhas Divinas, que Deus está em nós. Se Deus é perfeito, obviamente o nosso modelo também é a perfeição, ao menos é para ela que caminhamos. Se somos partes de Deus, fomos criados para o bem e como partes desta criação perfeita, num “momento” de profundo desprendimento da Divindade, fomos dotados também de livre arbítrio, ou seja, da condição de escolhermos nosso próprio caminho evolutivo, tendo sempre como parâmetro a perfeição a ser seguida.    

            E foi essa atitude sapiente que fez com que nós mesmos nos corrigíssemos no caminho da perfeição, sem que Deus tenha que estar intercedendo ou punindo, pois, em nos dar a liberdade sobre nossas atitudes, sabendo Ele que o nosso princípio é perfeito, qualquer atitude nossa que não fosse perfeita, viria contra a natureza deste princípio. E o que é este princípio? É a centelha Divina, que para ser entendida com maior facilidade, pode ser chamada de consciência. Não existe nada mais Divino em nós do que a nossa consciência. Ela é a matriz de onde se desenvolve nosso destino. Consciência limpa, tranqüila, equilibrada, com paz   =  evolução, crescimento. Consciência pesada, suja, desequilibrada  =   sofrimento, agonia, estagnação evolutiva.

            Todos nós sabemos o que é peso de consciência. Por mais horrível que seja uma determinada pessoa, capaz dos crimes mais atrozes, ela é vítima deste "bem" que ataca todo ser humano (exceto temporariamente em casos de psicopatologias). Como dissemos, a consciência é a matriz do nosso destino, nela reside todo nosso futuro e a impressão indelével do nosso passado. Por quê?  A princípio, apenas porque é Divina, porém se aprofundarmos nosso raciocínio, entraremos num caminho que nos levará a um mundo maravilhoso, que, embasado nas leis da causa e efeito, nos mostrará de onde viemos, o que somos e para onde iremos, dúvidas pertinazes que acompanham a humanidade desde o princípio dos tempos.  Também poderá nos mostrar por que sofremos, por que nos separamos das pessoas amadas, por que temos que conviver com pessoas difíceis, por que adoecemos, etc. Obviamente é uma questão que merece ser melhor explicada. Para isso precisamos diversificar um pouco nosso assunto. Precisamos entender melhor a respeito da relação espírito-matéria, como um elemento atua sobre o outro.

              Quase todos nós já ouvimos falar que os semelhantes se atraem e que os diferentes se repelem, porém, se olharmos a questão pelo lado científico, abordando o assunto através de princípios da física e química elementares, vamos lembrar que elementos de cargas elétricas iguais se repelem e de cargas elétricas diferentes se atraem e isto é totalmente diferente das relações de atração e repulsão entre as pessoas. Também fica difícil de explicar desta maneira, como um espírito liga-se a um corpo, sendo que não se pode dizer que um deles seja positivo e outro negativo e vice-versa.

            De que maneira então explicar estas ligações e atrações?  Através também de uma lei da física, chamada "ressonância de campo magnético". O nome é um tanto complicado, porém a explicação pode ser simples.  Imaginemos um grande círculo, onde vários veículos trafegam a uma determinada velocidade. Alguém se                                             

aproxima com um outro veículo e tenta   entrar no

círculo. Se tentar entrar em sentido contrário, colide.

Se tentar cruzar direto, colide. Se tentar entrar  mais

lento ou mais rápido que os veículos que já estão no

círculo, colide. Para conseguir entrar, tem que estar

no mesmo sentido e mesma velocidade dos demais.

Isto pode ser entendido como ressonância de campo

magnético, de   maneira bastante simplificada, é evi-

dente. Esta lei rege os fenômenos de interação entre

espírito e matéria e afinidades entre as pessoas. Quando, por exemplo, aumentamos o volume de um rádio, estamos permitindo uma entrada maior de energia no aparelho, que virá dinamizar o funcionamento específico do controle de volume. Esta entrada extra de energia acontece por ressonância eletromagnética. Quando encontramos uma pessoa querida, sentimo-nos imediatamente bem, percebendo que energias afins dinamizam a nossa vontade e o nosso ânimo. Esta entrada extra de energia no nosso complexo espírito-corpo dá-se por ressonância eletromagnética.

            Podemos dinamizar nossa vontade no sentido positivo e negativo, isto pode se dar pelos pensamentos e sentimentos direcionados para o bem ou para o mal, para o sublime ou para a ignorância. A oração sincera dinamiza nosso ser Divino e aumenta nossa potencialidade de enfrentar as dificuldades da vida. A prática do amor aos semelhantes dinamiza nosso padrão vibratório, nos colocando mais próximos de irmãos mais evoluídos e, consequentemente, suas realizações e alegrias. A mágoa de qualquer tipo dinamiza nosso estado rancoroso e fecha nossa sintonia com o Mundo Maior, abrindo outra sintonia com mundos menos felizes e pessoas sofredoras, o que nos levará, mais cedo ou mais tarde, também ao sofrimento, à dor, à alienação mental, à doença.

            A sintonia e recebimento de energias salutares das forças do bem, através da lei de ressonância eletromagnética, atua diretamente sobre o Deus que existe em nós, ou seja, sobre a nossa consciência, dinamizando sua capacidade de reger nosso destino para o bem, apagando as impressões infelizes nela deixada nos erros tão comuns no nosso passado.

            A sintonia e recebimento de vibrações negativas, também através de ressonância eletromagnética, também atua sobre nossa consciência, como qualquer ato errado que pratiquemos, dinamizando nosso estado inferior, ativando nosso passado de erros, trazendo com mais vigor para o presente o que fomos no passado e que deveríamos modificar na vida presente, e atuando também de forma negativa sobre a projeção do nosso futuro.

           Falamos que nossa consciência rege nosso futuro, mas, como acontece isso? Sabemos, de longa data. o compasso milenar de nossa existência: nascer, crescer, morrer, tornar a renascer muitas e muitas vezes, na escalada evolutiva rumo à perfeição. Sabemos que, como espíritos eternos, iniciamos nossa peregrinação evolutiva no reino mineral, como semente Divina incrustada no cristal esperando maturidade suficiente para emergir para a vida, o que aconteceu no reino vegetal, onde temos as primeiras sensações, que nos colocaria em condições de progredir, posteriormente, no reino animal, onde evoluímos até chegarmos nos animais superiores. Em cada etapa evoluindo nossas sensações e aprimorando, essencialmente, nosso instinto, elemento primordial para nosso desenvolvimento.

            Após a fase animal o espírito passa a viver em mundos intermediários da criação, chamados mundos "had hoc", infelizmente ainda pouco estudados na literatura espírita, para, daí, passar à fase humana, à fase racional do seu desenvolvimento. Tendo já plenamente desenvolvido o instinto no mundo animal, o que lhe assegura a manutenção da vida em condições adversas, ingressa na luta pela aquisição definitiva dos sentimentos. Como “presente de formatura” da fase animal e reino intermediário, a Divindade nos dá o "livre arbítrio", para que, com ele, definitivamente nos individualizemos e possamos aprender por conta própria, como seres livres e responsáveis da Criação.

            Uma polêmica surge neste ponto da evolução, apenas aos olhos humanos, é claro, que ainda está distante de descobrir a verdade. Esta polêmica diz respeito à chamada "evolução em linha reta".  Segundo esta teoria, após passar pelos mundos had hoc e receber o livre arbítrio, o espírito entra numa fase de aprendizado, guiado por entidades bastante evoluídas, que permite a possibilidade de progredir sem tropeços, se assim o quiser. No entanto, alguns espíritos (a maioria, segundo a teoria), não seguem totalmente estes instrutores, já que são dotados de livre-arbítrio, e passam a ter experiências individuais, nem sempre corretas, que os leva a tropeços, a erros que vão, lentamente, mudando seu padrão vibratório,  deformando o corpo espiritual que possuem, aproximando-o cada vez mais da matéria densa, até chegar a um ponto em que, para prosseguirem na escalada evolutiva, necessitam ingressar definitivamente na matéria, ficando dependentes de corpos físicos para evoluírem. Começa então o ciclo das reencarnações.

             Outra linha de pensamento admite apenas que o espírito, após a passagem pelos mundos had hoc, ingressa imediatamente no ciclo das reencarnações. Em qualquer hipótese, permanece a nossa consciência (o Deus que habita em nós) como responsável direto pelo nosso destino, isto devido a imensa capacidade que possui de gravar toda nossa atividade, consciente ou inconsciente, de registrar todas as nossas atitudes.

            Precisamos retornar um pouco mais à física para completar nosso raciocínio: se liberarmos um gás mais leve do que o ar, este vai flutuar pela atmosfera até que encontre nela um ambiente semelhante às suas propriedades. Assim, se enchermos um balão com gás hélio e o soltarmos, ele subirá até encontrar a camada de hélio que compõe a atmosfera. Da mesma maneira, se erguermos uma pedra a uma determinada altura e a soltarmos, imediatamente retornará ao solo, ambiente peculiar à mesma. Seguindo esta linha de raciocínio, imaginemos uma pessoa que, durante sua passagem pela terra, trabalhou pelo bem, adotou como princípio o amor e a paciência, procurou vencer seus pendores negativos. Este, com certeza, dinamizou (ressonância) as energias Divinas contidas em sua centelha eterna, sua consciência, tornando, com suas atitudes, cada vez mais rarefeita as ligações desta com a matéria. Se leve, rarefeita a estrutura íntima do seu espírito, evidentemente seu corpo espiritual, o perispírito, também passará a apresentar um padrão mais rarefeito, que, tão logo apresente-se liberado da matéria, flutuará para ambientes espirituais que lhe sejam compatíveis. Isto não é milagre, Deus não precisa intervir para que os bons "subam aos céus", Ele está em nós, a ciência que Ele criou se encarrega do restante.

                   Da mesma maneira podemos imaginar uma pessoa que, durante a existência terrena, deixou-se levar apenas pelos seus maus pendores, alimentando-se da inveja, do ciúme, do vício, deixando que o rancor conduzisse suas atitudes e espalhando ódio ao seu redor, sempre que sua vontade não fosse satisfeita. Apenas conseguiu, com suas atitudes abafar seu Eu Divino e dinamizar suas tendências negativas. Carregou sua consciência (ressonância) com vibrações negativas que a fizeram ficar cada vez mais densa e compatível com o mundo material. Logo que esteja desprendida do corpo material, permanecerá ligada à matéria, ligado ao mundo que é compatível ao estado de sua consciência, que, obviamente, por ter se tornado densa, também tornou mais denso o perispírito que a envolve. Pobre sofredor, que poderá até encontrar refúgio nas organizações que combatem a luz, podendo, talvez, desenvolver suas potencialidades inferiores, conseguindo prestígio e poder. No entanto, carregará sempre consigo a certeza de que um dia terá que refazer o caminho e, através das trilhas da dor, resgatar suas faltas, recolocar em ordem os elementos da vida que desorganizou através de suas atitudes, limpar, enfim, sua consciência, purificá-la. Sofrimento à vista. Não é Deus punindo. Deus não pune, Ele está em nós, com uma paciência admirável, esperando que entendamos isso. Ele apenas deixa que sua ciência siga seu curso e nós mesmos nos corrijamos, para podermos viver bem dentro dela e, desta maneira, um dia sermos felizes, um dia sermos perfeitos, como é perfeito tudo o que fez.

                 O ser humano, após ter conseguido dinamizar negativamente sua consciência, tornando-a mais densa e consequentemente mais denso seu perispírito e, tão logo esteja consciente de que está indo contra o fluxo natural da vida, que para ser feliz precisa adaptar-se à natureza Divina, entende, este ser humano, que a única maneira de purificar sua consciência é retornando à matéria, via reencarnação, para ali, livre da prisão da memória, "elemento fundamental da consciência", ter a oportunidade sadia de recuperar suas faltas, dinamizar positivamente seu Eu Divino.

            Passa este ser humano novamente pela experiência da miniaturização de sua forma perispiritual, comandada pelos orientadores espirituais que já planejaram seu futuro corpo, de acordo com suas necessidades evolutivas.  Acoplado, desde o momento da fecundação, ao embrião que lhe será abrigo, junto ao colo materno, passa a imprimir sua forma ao novo corpo, que multiplica suas células e cresce rapidamente. Molda ele em seu futuro corpo toda a impressão do passado, que foi liberado de sua consciência pelos orientadores espirituais. É desta atividade, bem orientada e de acordo com as leis naturais, sem intervenções Divinas, que aparecem todas as complicações enfermiças de nossas vidas, ou seja, as doenças, as anomalias, as deficiências físicas e mentais.

            Vamos exemplificar de maneira simples: Uma pessoa em determinada existência, quando diante de provas que, se enfrentadas com dignidade, lhe dinamizariam o seu Eu Divino, projetando-lhe ao avanço espiritual, deixou-se levar pela covardia e optou pelo suicídio através da ingestão de veneno. Feriu gravemente sua consciência. Deus é vida. O Deus que habita em nós, existe para a vida. Funda ferida imprimiu-se nesta consciência. Mesmo que ela queira esquecer esta atitude voluntariamente, não será possível, ela feriu o princípio elementar da vida. Esta consciência ferida, com o tempo, passará para o corpo espiritual esta impressão, que ficará marcada indelevelmente em sua estrutura íntima. Um dia esta pessoa se verá novamente diante da reencarnação. Será miniaturizado seu perispírito e este modelará novamente seu futuro corpo. Perguntamos então: Poderá esta matriz, deformada pela atitude tomada no passado contra a natureza Divina, formar com perfeição o novo corpo?   Mesmo que os orientadores quisessem intervir, não poderiam fazer milagres. Deus não faz milagres. Deus não pune. Deus não premia. Deus já fez tudo perfeito, não precisa mais intervir. Esta pessoa não conseguirá formar perfeitamente seu corpo e será bastante fácil que no decorrer de sua nova vida venha a desenvolver, por exemplo, um câncer de esôfago ou garganta, muito provavelmente na mesma idade que tomou a atitude extrema na encarnação anterior. É a Natureza nos ensinando a viver dentro dela.

                Dentro deste princípio reencarnacionista, vamos encontrar as mais variadas situações que envolvem as dificuldades humanas. A saúde, olhando-se por este prisma, distancia-se do corpo físico, residindo essencialmente no espírito, ou antes, na essência Divina incrustada no âmago de nossa personalidade, na nossa consciência. Chegará um tempo em que a ciência oficial, (terrena, diga-se de passagem, pois o homem encarnado, conhecendo apenas um vão da verdade, acha-se sempre no direito de impor seus conceitos sobre todas as coisas como últimos, esquecendo-se que ainda não conhece a verdade sobre Deus), a medicina especificamente, perceberá que vem, através do tempo, tratando apenas os efeitos físicos das doenças. O dia em que esta ciência dobrar seu orgulho às evidências do espírito, entraremos na era da saúde. Hoje, vivemos na era da doença, pois se entendemos que o nosso domicílio espiritual ainda é a Terra, é porque nossa consciência ainda não está limpa dos nossos tropeços do passado, desta forma, ela ainda não é capaz de projetar ao seu redor "revestimentos" perfeitos, perispirituais ou corporais. Ou seja, ainda somos todos doentes e esta doença manifesta-se das mais variadas formas, através dos desequilíbrios físicos ou mentais e através da receptividade que nosso corpo oferece a elementos invasores, como vírus ou bactérias, por exemplo.

           Quando o ser humano entrar na era da saúde, estaremos numa nova fase evolutiva e teremos condições de modificar o padrão natural do revestimento de nosso espírito. A matéria terá cada vez menos atração sobre nós e poderemos dinamizar com mais facilidade as capacidades do espírito, aumentando nossa capacidade intelectual, que só irá adiante se for embasada na evolução moral, pois só é dado ao homem novas e definitivas conquistas, se souber o que fazer com elas.

           Segundo espíritos respeitáveis, como Emmanuel, por exemplo, em seu livro A Caminho da Luz, estamos muito próximos deste tempo que se aproxima com o terceiro milênio, quando a terra passará por transformações substanciais, ocorrendo aqui o  que aconteceu um dia, num  dos distantes planetas da constelação de Capela, que há milênios atrás encontrava-se  em situação evolutiva semelhante à nossa, porém, legiões de espíritos ainda afeitos ao mal, atrapalhavam a marcha natural da evolução daquele planeta, sendo necessário, naquele  momento, que estes espíritos, já dotados de inegáveis conquistas da inteligência, fossem de lá retirados,  para não impedirem o progresso dos que já tinham aliado as conquistas intelectuais com as morais.

            Assim, sob a orientação magnânima de Jesus, Governador Espiritual do nosso planeta, foram trazidos para a Terra, no intuito de não apenas continuarem sua evolução, mas também para ajudarem a evolução dos primitivos habitantes do nosso mundo e, desta maneira, sentirem a imperiosa necessidade do bem para serem felizes, já que pela falta deste é que foram banidos de seu planeta. Aqui na Terra imprimiram novo ritmo evolutivo e formaram as quatro grandes raças da antiguidade, ou seja, os Egípcios, que vieram com a menor quantidade de faltas a serem resgatadas e, desta forma, foram os primeiros a retornar ao planeta de origem; os Indianos, os Hebreus e os Árias, que se espalharam pelo continente Europeu dando origem aos povos que o povoaram.

            Segundo Emmanuel, estamos no mesmo estágio evolutivo da época que aqueles espíritos foram banidos de Capela e o mesmo fato deverá ocorrer na Terra. Os espíritos que aqui ainda são avessos à Luz, serão levados a um dos infindáveis mundos da Criação, que esteja no princípio de sua evolução racional, para lá continuarem sua marcha evolutiva, em condições evidentemente muito mais ríspidas, o que lhes fará melhor aquilatar o quanto perderam por serem renitentes no mal. No nosso planeta ficarão todos aqueles não propriamente bons, mas, ao menos, não contrários à luz. Poderemos, por fim, viver num mundo isento de vícios, de crimes e especialmente de obsessões, que tanto mal faz ao nosso dia a dia.

          Isto tudo, evidentemente, é obra de Deus, mas não de um Deus que precise estar o tempo todo interferindo no destino de suas criaturas. A cada movimento nosso, a natureza à nossa volta, da maneira como foi criada, nos responde com um movimento contrário de mesma força e intensidade. A cada pensamento nosso, emitimos uma vibração que se propagará numa faixa de onda que lhe for compatível, sendo que o caminho do pensamento por esta faixa de onda, abre nossa sintonia vibratória a vibrações do mesmo teor do que emitimos, num mecanismo de ida e vinda de vibrações, ou seja: bons pensamentos, receberemos imediatamente boas vibrações; maus pensamentos, más vibrações. Esta é a Natureza Perfeita. Isso é Deus e dentro deste Deus nós vamos, mesmo que a passos lentos, crescendo.

quinta-feira, 19 de março de 2020




Paris, setembro de 1793 é um romance que se passa em duas épocas e no mesmo local. Mauro Camargo, ao usar como pano de fundo de seu intrigante romance o que foi chamado de Período do Terror da Revolução Francesa, com grande fidelidade histórica, aproveita para explorar um assunto pouco abordado pela história oficial, que foi a influência do magnetismo animal, de Mesmer, sobre vários líderes revolucionários do princípio do movimento.
O mesmerismo, como era chamado, foi o resultado dos estudos feitos pelo médico Franz Anton Mesmer sobre o magnetismo animal. Ele revelou a ligação íntima que há entre todos os seres vivos por meio da energia vital, sem distinção, o que ia contra os alicerces que sustentavam a nobreza e o clero, ao mesmo tempo em que dava nova dimensão ao ideal de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
A ciência do magnetismo animal, décadas depois, abriria caminho para o surgimento do espiritismo, a ponto de Kardec a considera-la como ciência irmã. A imposição das mãos, além de promover a cura do organismo, levava alguns pacientes ao estado sonambúlico e estes relatavam uma nova realidade além da matéria, efetivando pela ciência, e não pelo misticismo, a evidência da vida além da morte. A rígida disciplina de Allan Kardec, aliada à sua elevada estatura moral, explorou com sapiência essa interação entre os dois lados da vida para trazer ao mundo o espiritismo.
O romance, perfeitamente fiel aos princípios espíritas, tenta mostrar a importância de estarmos atentos às nossas aflições, pois elas nada mais são do que palavras escritas pelo passado nas páginas do destino. De maneira pouco usual, o romance procura mostrar o presente e o passado dos personagens ao mesmo tempo, para que leitores e leitoras possam compreender com maior clareza como os mecanismos de ação e reação agem em nossa vida, o que nos dá uma dinâmica inusitada, atraente e inovadora

domingo, 19 de novembro de 2017

Virtudes Essenciais...


         A dependência química é um mal alastrado mundialmente afetando todas as camadas sociais e exige atenção, dedicação e muito AMOR para mitigar o seu imenso potencial de destruição da família.

Os graves problemas vividos naquela comunidade, entre eles a dependência química, eram solucionados frequentemente com a carinhosa participação de padre Godoy, admirado e respeitado por todos os membros de sua paróquia. Mas, para melhor agir, o mundo espiritual decidiu que ele deveria conhecer uma encarnação anterior daquelas pessoas, da qual ele também fizera parte, durante a inquisição espanhola. Só assim ele entenderia a intricada rede daquelas relações e compreenderia a ação da justiça e da providência divinas para o resgate dos erros pretéritos e prosseguimento do progresso daqueles indivíduos. Só o amor incondicional os libertaria para viverem a verdadeira felicidade.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

nascendo mais um filho...

No século XIX, enquanto as jovens eram educadas para um bom casamento, Marie de Barrineau, nos seus 17 anos, via na educação uma ponte para liberdade do espírito através do conhecimento. Mas, o que fazer quando a paixão bate à porta da sua casa e nela se hospeda? A convite de Philippe de Barrineau, pai de Marie e entusiasta da nova fenomenologia espírita, o jovem médium Teofille hospeda-se em sua casa para descansar depois de uma temporada de apresentações em Paris. Enquanto a cidade de Angers, no vale do Loire, agita-se com a Facultés Libres de l’Ouest, a primeira faculdade privada da França, Marie se vê envolvida com um personagem enigmático e misterioso. Os segredos que carrega podem não apenas destroçar sua família, mas também lançar dúvidas sobre o trabalho do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, amigo de seu pai e que, como Allan Kardec, fez nascer no mundo o espiritismo, uma doutrina revolucionária para o ser humano.

domingo, 4 de setembro de 2016



de fato, Temer não era o que eu queria, e creio que falo por muita gente, muita mesmo.
Porém, quem colocou o cara de vice foi o PT e agora, pela constituição (tão facilmente cuspida por aliados do PT, declarados ou não) ele é presidente. Então os que são contra o Temer, na sua imensa maioria são favoráveis à Dilma, e gritam FORA, e vociferam mazelas, como se aquela governanta fosse um exemplo de competência e ética, enquanto que este apenas um golpista aproveitador. Espalham ódio e gritam como se nada de errado existisse antes, ou dizem que o que estava errado sempre existiu. Bem, eu esperava que, no mínimo, em 13 anos de governo o PT pudesse fazer diferente. Não fez, e além de não fazer, piorou. O partido da ética abraçou Maluf e desmanchou a economia brasileira pela sua insaciável sede de poder, além de ser vítima de um sórdido jogo político que esteve em suas mão mudar. Não mudou, e além de não mudar, piorou. Não fez a prometida reforma política. O mensalão, copiado do PSDB, gerou uma cultura de trocas espúrias que acabou por afundar o que nos restava de cidadania, e coitados dos pobres que foram usados como marketing e agora voltam a naufragar nas suas desumanas misérias. Por sinal, talvez o maior mal deixado pelo PT seja exatamente a política feita por marketing, exatamente como está acontecendo agora, quando se intensifica a estratégia de repetir um grito, uma mentira, até que todos pensem que é verdade. Assim vemos "protestos" espalhados pelo país, na maioria das vezes, violentos, radicais. Que bom! Bom mesmo, porque o radicalismo afasta milhões de votos. É muito bom que a esquerda, magoada e sem moral para aceitar e reconhecer seus próprios erros (como sempre), esqueça que foi só quando Lula gritou que era o Lulinha paz e amor é que conseguiu enganar o povo e ganhar eleições.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Congresso Nacional, o câncer do Brasil.

 
 
o maior câncer moral do Brasil se chama CONGRESSO NACIONAL.

... é de lá que deriva a grande maioria dos males que nos assolam, porque foi tomado por uma corja de bandidos disfarçados de políticos.

quase nenhum representante do povo que lá está representa o povo. Representam apenas a si mesmos, porque nem se pode falar que representam um partido, ou uma ideologia. Vão para a política pensando em poder (principalmente poder de barganha), e, como consequência deste poder, dinheiro. Obviamente, dinheiro não lícito.

o discurso desta corja vai continuar o mesmo: saúde, educação, escola, transporte, segurança e sim, vão lutar em todos estes campos, mas procurando desvãos por onde vazar propina para suas contas.

qualquer governo que acampe no Executivo não sobreviverá jamais sem amaciar, adoçar, adular, a corja (do qual este mesmo governo veio). Esta situação ficou ainda mais estabelecida e imoral depois do governo Lula, que institucionalizou a compra destes marginais com o mensalão (e não me venham dizer que os fins justificam os meios, por que não, não justificam).

este bandido que aparece na sua tv como o melhor cidadão do mundo de tempos em tempos, só quer o seu voto, e nada, mas absolutamente nada mais. E ele sabe que se você confirmar seu voto nele, mais duas ou três pessoas perto de você também o farão, num efeito de massa que dá a ele tanto prazer. Então, não dê seu voto a ele, que destrói descaradamente a vida no Brasil.

no mínimo veja sua ficha pregressa, sua ficha criminal, seus projetos... de preferência, não reeleja NINGUÉM. Lamento que um ou outro tenha boas intenções, mas acima disso está o poder de transformação que o NÃO VOTO NELES possui, muito maior que o voto em quem já está lá. Não vote em quem já está lá e vamos reformular o Congresso a cada ciclo eleitoral. Você pode, eu posso.. comece a escrever sobre isso, a falar sobre isso, e o fator de multiplicação de sua ideia tomará conta, porque duvido que vc realmente acredite que algum bandido possa fazer alguma coisa de bom pelo Brasil.

se tem dúvida ainda, pense no desemprego, no feijão caro, na criminalidade desenfreada, no desmatamento, nas leis espezinhadas, no poder judiciário manipulado, nas leis feitas para protegê-los, na situação das escolas e dos professores, na situação das estradas (e a indecente falta delas), nos doentes empilhados em corredores de hospitais, na pobreza que é massa de manobra destes indecentes...

poucos países no mundo têm tanta riqueza como o Brasil... poucos países do mundo são tão roubados pelos políticos como o Brasil... faça alguma coisa, por favor.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Eu não sou santo...

é claro que não! Tenho meus deslizes, embora tenha tido uma boa formação escolar comparando-se com a média geral. Estudei em escola pública quase toda vida e vim de uma família classe média que sofreu para vencer e manter-se estável. Esta família me passou uma formação moral exemplar e, se ainda tenho meus deslizes, é por minha conta como indivíduo. Talvez se esta formação fosse mais frouxa, meus deslizes seriam maiores e entrariam na faixa da criminalidade. Quem sabe? Mas eu cumpro o máximo possível meus deveres familiares, profissionais e sociais, o que cria ao me redor um ambiente estável, desde que não seja invadido por pessoas sem o mesmo padrão de comportamento. É claro que este tipo de invasão é comum, faz parte da evolução individual e coletiva. Evoluímos por atrito e crescemos sabendo conviver com as diferenças. Quando alguém de padrão de comportamento diferente causa algum abalo no meu meio é preciso que, rapidamente, eu consiga restabelecer o equilíbrio, para mitigar as consequências. Quanto maior a diferença de padrão, mas difícil restabelecer o equilíbrio.
           Devo causar abalos em ambientes mais equilibrados que o meu, certamente. Estar atento a isso e procurar evitar abalos em ambientes "dos outros" faz parte também da evolução. Além de evitar causar abalos, melhor ainda é se eu souber copiar modelos de equilíbrio que possam ser úteis para melhorar o meu ambiente.
         Contudo, vivemos uma sociedade opressiva. Como brasileiros, o atrito é intenso. Violência e falta de cidadania são gritantes e produz um efeito terrível na construção de barreiras ao redor do nosso ambiente. Uma construção tão intensa que abala o próprio crescimento do indivíduo dentro destes ambiente, por que acabamos nos isolando, ficando desconfiados, irritados e até agressivos com invasões que poderiam até ser naturais ou benéficas. A construção de muros é um fator de estagnação em vários quesitos evolutivos, porque, com muros de proteção altos, fico mais à vontade com meus "pequenos deslizes". Torno-me conivente com meus erros e, porque não, me comparo com mais facilidade com um turbilhão de erros evidentes maiores que o meu. Acabo me achando "o cara". Que desastre!
          A situação social, política e econômica no Brasil está desastrosa. Quando vemos a lei ser burlada com escracho por quem tem algum poder; quando vemos o desleixo com nossos direitos e dinheiro por parte da classe política; quando vemos que a falta de investimento em saneamento básico nos ameaça de morte dentro das nossas casas; quando vemos que professores lutam insanamente pela sobrevivência enquanto que um mísero vereador iletrado consegue ganhar o suficiente para viver como rei; quando vemos que escolaridade é palavra nobre só em campanha eleitoral; quando vemos que segurança é confundida com truculência por uma polícia mal formada e que não há investimentos dos governos para termos uma polícia adequada; quando vemos que a imoral quantidade de impostos que pagamos não retorna em nada além de corrupção e deboche; quando vemos famílias mortas, pessoas mortas, por bandidos que não têm a mínima noção de respeito à vida; quando vemos machismo, feminismo, homofobia, xenofobia, racismo, sendo usadas por interesses de ideologias sem traços de humanidade; quando vemos homens públicos fazendo dinheiro com merenda escolar (meu Deus!!!); quando vemos o grande bordel que virou Brasília, ou bordéis, porque cada poder tem suas putas próprias, com todo respeito às profissionais do sexo. Quando vemos tanta coisa que faz este caldo de amarguras que se tornou o doce e maravilhoso Brasil, nos sentimos acuados em nosso pequeno ambiente de equilíbrio.
         Eu me sinto assim, acuado. Eu, com meus deslizes e meu padrão de comportamento. Imagine os que têm um padrão de comportamento melhor. E pensem no que acontece com os que têm um padrão pior... não vão se sentir estimulados a expandirem seus ambientes próprios? É... a expansão do mal na nossa sociedade é inevitável , enquanto tudo se mantiver assim, e não há como implantar modelos sociais ou aplicar ideologias de esquerda, direita ou centro, ou seja lá que ideologia for, se esta sociedade não for amparada pela lei. Lei é proteção. Lei é o valor máximo da sociedade, principalmente quando o padrão de comportamento dos diversos ambientes comportam tamanhas disparidades. Infelizmente estamos muito longe de qualquer padrão de igualdade humana, tamanha nossas disparidades. Porém, somos iguais perante a lei. Somente a lei é capaz, no momento, de produzir igualdade. Se a lei não for refletida, contemporizada e, acima de tudo, respeitada, caminharemos rapidamente para a bancarrota social que poderá nos levar à ditaduras mais perversas do que a que estamos vivendo. Quem é mais velho sabe do que estou falando.
         Eu não sou santo, tenho meus erros, mas estes erros, em hipótese alguma podem justificar erros dos que estão no ápice da hierarquia social e política. Pensar assim é cometer uma monstruosidade intencional com o entendimento. A lei que me regula precisa ser a lei que regula todos os níveis sociais, sem exceções. 
         Por não ser santo é que preciso de leis. Ninguém que vive por estas paragens é santo, então...