segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013


o tempo passa
nos passamos pelo tempo
a todos que me acompanharam desde sempre
aos que me acompanham agora
e aos que, talvez, 
ainda caminharão comigo
obrigado pela paciência
e vamos todos juntos
para mais um ano de luta
e crescimento
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

aumentar o preço do combustível!


é curiosa a campanha da imprensa mostrando o deficit da Petrobrás e a necessidade urgente de elevar o preço do combustível. Mais uma vez o povo (que vota) sendo engrupido. Não vejo nenhum meio de comunicação mostrando que cerca de 55% do preço vai para a união, na infatigável saga governamental de estropiar o cidadão. Curiosamente a imprensa, principalmente a mais vista, a televisão, e a Globo, defensora por conchavos econômicos de qualquer governo que ela elege, somente aponta que é preciso subir os preços, tentando e conseguindo convencer o povo desta necessidade. Quando o aumento chegar, está feito, e que dia começa a copa das confederações mesmo?. Não há referências aos maus investimentos da Petrobrás; às obras superfaturadas em que a estatal se envolveu nos últimos anos (o próprio governo obstruiu as investigações pelo TCU). Ninguém mostra o motivo do álcool ter dobrado de preço nos últimos 3 anos (bem quando boa parte da frota nacional é flex). O álcool combustível deveria ser tratado como relíquia diante da situação ecológica do planeta, mas, o que temos visto ser feito? Ninguém fala do incrível aumento de arrecadação com cada décimo de centavo que subir o preço do combustível, devido ao incentivo na venda de veículos dos últimos anos. O governo justificou o incentivo às montadoras para aumentar o número de empregos. Que piada! Quer aumentar o número de empregos, dê incentivos á construção civil. Onde pode ter mais vagas? O que o brasileiro precisa mais: habitação ou carrinho na garagem? Por que não se incentiva a construção de rodovias, ferrovias e hidrovias, que geraria um número infinitamente maior de empregos. A resposta é tão simples que chega ser burra: carro e combustível aumentam a arrecadação e políticos precisam do nosso dinheiro para manterem seus status de neo nobreza. Os Luis XVI e a Marias Antonietas contemporâneos estão esperando que o povo coma brioches, já que a guilhotina moral da nossa justiça está emperrada pela corrupção e pelo corporativismo... e todos vão continuar votando nestes palhaços espertos. 
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Estação Natal


a cada ano que passa, nesta noite de presentes de natal, eu noto cada vez mais ausentes, e não tem como não me sentir na estação da vida, lembrando dos que foram, tentando entender os que chegam... 

FELIZ NATAL a todos os que por aqui passam e, se possível, com mais abraços e menos presentes.
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domingo, 16 de dezembro de 2012

Corínthians! Entre pêsames e glórias



             Parabéns ao Corinthians! Parabéns, principalmente, aos corinthianos, pela paciência!
Nunca se deve negar o mérito de um título de envergadura, porém, como amante e ex intenso praticante, boleiro viciado por tanto tempo, só posso lamentar por um ano em que o jogo anti-jogo prevaleceu de forma tão contundente. Sei bem que os xiitas da bola, que só a veem com paixão, vão cair de pau, mas este ano foi sofrível. Os quatro principais campeonatos em que os times brasileiros participaram foram vencidos pelo inexpugnável  “futebol de resultado”.

Vejamos:
1- Libertadores – Corinthians: fazia um “golzinho” e se fechava atrás;
      2-  Brasileiro – Fluminense: fazia um golzinho e se fechava atrás;
            3- Copa do Brasil – Palmeiras: fazia um golzinho e se fechava atrás;
      4-   Mundial de Clubes: Corinthians: fazia um golzinho e se fechava atrás.

             O exemplo do Palmeiras talvez seja o mais contundente. Jogou o não jogo de maneira tão aviltante que, num campeonato de longa duração, onde não se vive sem o talento da construção, foi rebaixado.
            Pra quem não entende, golzinho é gol, tem o mesmo valor e decide um jogo. Na gíria do boleiro vem no diminutivo porque representa talvez a chance única durante o jogo. Vimos isso com o Fluminense no campeonato Brasileiro. Se o Fluminense levasse 20% dos gols incríveis que os adversários tiveram a chance de fazer e perderam, não seria campeão. Isso é apostar na sorte.
           Podemos dizer que o Corinthians foi o time que melhor se estruturou para jogar o não jogar, principalmente porque tem bons jogadores. Montou um esquema bem consciente para que o golzinho acontecesse, e se deu bem, pelo menos em resultados. Vejam que o melhor jogador do mundial foi o Cássio, goleiro; nada mais sintomático. O próprio Chelsea foi campeão em cima do Barcelona, pela liga européia, jogando o anti-jogo. Quantos times brasileiros sofrem com los hermanos, que quando jogam aqui na terrinha só sabem fazer isso?
           É de se lamentar levar uma máxima tão forte da vida para dentro dos gramados: é muito mais fácil destruir do que construir. Eu estava feliz por ver o Barcelona ir, aos poucos, vencendo, dobrando este paradigma, assim como o Santos, aqui no Brasil. Infelizmente estes resultados vão fazer que engulamos a seco a falta de talento construtivo por mais um longo tempo. Talvez este talento não mais apareça, ou só apareça nos pés dos gênios da bola, como Messi e Neymar, enquanto tantos outros bons jogadores vão sumindo diante do esquema contundente da destruição.
        E ainda temos que pensar que o Felipão é mestre deste enredo, e que o seu assistente técnico, Parreira, foi professor dele.

Parabéns aos vencedores! Pêsames aos futebol, na sua expressão mais plena.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O que eu penso sobre política...



faz muito tempo que não voto e não por omissão. Considero o meu não voto uma maneira de protesto e alardeio o quanto posso. Digo sempre que o político não nos dá o que precisamos, muito pelo contrário, então porque vou dar a ele a única, mas única mesmo, coisa que tenho que lhe interessa? Meu voto está guardado como uma relíquia bem preciosa, esperando alguma alma lúcida e honesta se aventurar neste inferno dantesco do meio político nacional. 

Será que essa alma apareceu? Não sei, mas as ideias dele são muito parecidas com o que eu penso sobre política. Se ele for em frente e se manter na linha, acho que meu voto sai da caixinha.

o texto abaixo é Ctrl C Control V da Isto é independente.

vamos torcer para que não se perca...



JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE

Um homem ficha limpa
Aos 38 anos, o economista José Antônio Reguffe (PDT-DF) foi eleito deputado federal com a maior votação proporcional do País – 18,95% dos votos válidos (266.465 mil) no Distrito Federal. Caiu no gosto do eleitorado graças às posturas éticas adotadas como deputado distrital. Seus futuros colegas na Câmara dos Deputados que se preparem. Na Câmara Legislativa de Brasília, o político desagradou aos próprios pares ao abrir mão dos salários extras, de 14 dos 23 assessores e da verba indenizatória, economizando cerca de R$ 3 milhões em quatro anos. A partir de 2011, Reguffe pretende repetir a dose, mesmo ciente de que seu exemplo saneador vai contrariar a maioria dos 513 deputados federais. Promete não usar um único centavo da cota de passagens, dispensar o 14º e 15º salários, o auxílio-moradia e reduzir de R$ 13 mil para R$ 10 mil a cota de gabinete. “O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos”, disse em entrevista à ISTOÉ.

Istoé -O sr. esperava ter quase 270 mil votos?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Nem no meu melhor sonho eu poderia imaginar isso. O resultado foi completamente inesperado. Foi um reconhecimento ao mandato que fiz como deputado distrital. Cumpri todos os meus compromissos de campanha. Enfrentei a maioria e cheguei a votar sozinho na Câmara Legislativa.

Istoé - O que foi diferente na sua campanha para gerar uma votação recorde?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
A campanha foi muito simples, gastei apenas R$ 143,8 mil. Não teve nenhuma pessoa remunerada, não teve um comitê, carro de som, nenhum centavo de empresários. Posso dizer isso alto e bom som. Foi uma campanha idealista, da forma que acho que deveria ser a política. Perfeito ninguém é. Mas honesta toda pessoa de bem tem a obrigação de ser. Não existe meio-termo nisso. Enfrentei uma campanha muito desigual. Só me elegi pelo trabalho como deputado distrital.

Istoé - O que o sr. fez como deputado distrital?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Abri mão dos salários extras que os deputados recebem, reduzi minha verba de gabinete, eliminei 14 vagas de assessores de gabinete. Por mês, consegui economizar mais de R$ 53 mil aos cofres públicos, um dinheiro que deveria estar na educação, na saúde e na segurança pública. Com as outras economias, que incluem verba indenizatória e cota postal, ao final de quatro anos, a economia foi de R$ 3 milhões. Se todos os 24 deputados distritais fizessem o mesmo, teríamos economia de R$ 72 milhões.

Istoé - O sr. pretende abrir mão de todos os benefícios também na Câmara Federal?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Na campanha, assumi alguns compromissos de redução de gastos. Na Câmara, vou abrir mão dos salários extras de deputados, como o 14º e o 15º, que a população não recebe e não faz sentido um representante dessa população receber. Não vou usar um único centavo da cota de passagens aéreas, porque sou um deputado do DF. Não vou usar um único centavo do auxílio-moradia. É um absurdo um deputado federal de Brasília ter direito ao auxílio-moradia. Vou reduzir a cota interna do gabinete, o “cotão”, e não vou gastar mais de R$ 10 mil por mês.

Istoé - Com essa atitude na Câmara Legislativa, o sr. recebeu uma pressão dos colegas. Não teme sofrer as mesmas pressões na Câmara Federal?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
É verdade. Eu fui investigado, pressionado. Mas não quero ser mais realista que o rei, sou um ser humano como qualquer outro, erro, falho, mas quero cumprir os compromissos com as pessoas que votaram em mim. Uma pessoa que se propõe a ser representante da população tem que cumprir sua palavra. O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar gastando bem menos e desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos.

Istoé - Quando houve a crise do mensalão do DEM em Brasília o sr. realmente pensou em abandonar a política?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Houve alguns momentos em meu mandato que pensei em não ser candidato a nada, por uma decepção muito grande com a classe política. E uma decepção quanto à forma como a sociedade enxerga a política, da sociedade achar que todo político é corrupto.
Istoé - O sr. já tem projetos para o seu mandato? A reforma política é um deles?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Sim. Vou apresentar uma proposta de reforma política em cinco pontos. A população não se considera representada pela classe política e é preciso modificar isso. O primeiro ponto é o fim da reeleição para cargos majoritários, como prefeito e governador, e o limite de uma única reeleição para cargos legislativos. Tem gente que é deputado há 40 anos. Mas a política deve ser um serviço e não uma profissão.

Istoé - E os outros quatros pontos?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Vou propor o fim do voto obrigatório. A eleição do Tiririca, em São Paulo, é o resultado do que ocorre quando se obriga a população a votar. Ela vota em qualquer um. O terceiro ponto é o voto distrital. A quarta proposta é um sistema de revogabilidade de mandato, no qual o eleitor poderia pedir o mandato do candidato eleito, caso ele não cumpra seus compromissos. Por fim, defendo o financiamento público de campanha.

Istoé - Nos moldes do que tramita no Congresso?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Não. Minha proposta é totalmente diferente. Se der dinheiro ao político, ficará pior do que está, porque vai ter gente virando candidato só para ganhar dinheiro. Na minha proposta, a Justiça Eleitoral faria uma licitação e a gráfica que ganhasse imprimiria o panfleto de todos os candidatos, padronizado e em igual quantidade para todos. A pessoa teria que ganhar no conteúdo. O TSE pagaria a gráfica. A produtora que ganhasse gravaria programas na tevê para todos os candidatos. A campanha ficaria mais chata, mas acabaria a promiscuidade entre público e privado.

Istoé - Como o sr. vê as propostas que aumentam o número de deputados e vereadores?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
É importante a existência de um Legislativo forte. Mas as casas legislativas no Brasil são muito gordas e deveriam ser bem mais enxutas. A Câmara não precisa de 513 deputados, bastariam 250.

Istoé - O mesmo vale para o Senado?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Deveria ser como era antes, com apenas dois senadores por Estado. Assim sobrará mais dinheiro para a educação, a saúde, a segurança pública e os serviços públicos essenciais. É muito difícil aprovar essa mudança, mas não é por isso que deixarei de lutar por minhas ideias.

Istoé - Como será seu comportamento diante das propostas do Executivo?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Os parlamentares que votam sempre sim ou sempre não, porque são da base do governo ou da oposição, não têm a menor consciência de suas responsabilidades. Eu tenho. Vou agir da mesma forma como agi na Câmara Legislativa, vou analisar o mérito do projeto e algumas vezes votar contra o meu partido. Ideias a gente debate ao extremo, mas a pessoa de bem não pode transigir com princípios. Ceder um milímetro em matéria de princípio é o primeiro passo para ceder um quilômetro.

Istoé - O sr. não teme se tornar um personagem folclórico ao apresentar propostas que dificilmente terão apoio dos outros 512 deputados?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
A primeira tentativa é de folclorizar quem enfrenta o sistema, quem luta pelo que pensa e quer sair dessa prática da política convencional. Eu faço a minha parte. Não assumi o compromisso com nenhum eleitor meu de que vou conseguir aprovar os meus projetos. Mas assumi o compromisso com todos os meus eleitores de que vou fazer a minha parte e disso eu não vou arredar um milímetro. As pessoas fazem uma série de confusões na política. Uma delas é acreditar que governabilidade é sinônimo de fisiologismo. É trocar votos por cargos ou por liberação de emendas. É claro que existem outros 512. Se eu for minoria, fui, mas vou votar como acho que é certo.

Istoé - O PDT hoje tem o Ministério do Trabalho na mão, o sr. concorda com isso? O sr. acha que os partidos devem ter indicações no governo?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Como cidadão eu gostaria de ver uma nova forma de fazer política, um novo conceito de administração pública. O partido deveria ter uma atitude de independência. Eu respeito a decisão da maioria. Mas a contribuição à sociedade seria maior se fosse independente, elogiando o que é correto e criticando o que é errado.

Istoé - No primeiro turno, o sr. foi contra o PDT e votou na Marina Silva. E no segundo turno? Vai liberar seus eleitores?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Ainda tenho que ouvi-los. Mas, a princípio, sinto que estão muito divididos. Tive votos em todas as cidades do Distrito Federal, nos mais diferentes perfis de escolaridade e renda. Onde eu tive mais votos foi na classe média.
Istoé - Quais são seus outros projetos?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Quero criar a disciplina cidadania nas escolas. Tão importante quanto ensinar matemática e português é ensinar a criança a ser cidadã. O aluno precisa aprender os princípios básicos da Constituição Federal. Uma população que não conhece seus direitos não tem como exigi-los. As pessoas não sabem qual é a função de um deputado. Isso é muito grave. A gente constrói um novo país investindo na educação.

Istoé - O sr. é a favor da Lei dos Fichas Sujas já nesta eleição?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Sou. Eu sou favorável a tudo que for para moralizar a atividade política.

Istoé - Mesmo contrariando a Constituição? Dentro do STF há quem diga que a lei não deveria retroagir.
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
A Constituição é que deveria, há muito tempo, vetar pessoas sem estatura moral para representar a sociedade.(o negrito é por conta do sombrapensante).

Istoé - A Câmara e o Senado têm um orçamento que ultrapassa R$ 5 bilhões. O sr. tem algum projeto para reduzir esse valor?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Tudo aquilo que eu fizer também vou apresentar como proposta. Quero, pelo menos, provocar a discussão.

Istoé - O País inteiro ficou impressionado com a votação da mulher do Roriz, que conseguiu um terço dos votos. Há quem a chame até de mulher laranja. Como o sr. viu o resultado em Brasília?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Estou apoiando o Agnelo. Mas o voto do eleitor a gente tem que respeitar, mesmo quando não gosta desse voto. Eu respeito.
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domingo, 9 de dezembro de 2012

ATÉ QUANDO?????

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/12/imagens-mostram-atropelamento-em-calcada-do-aeroporto-de-congonhas.html

O nosso querido governo incentiva a venda de veículos e ganha com impostos de todos os tipos. IPVA, combustível, multas... muita coisa. Mas que estrutura o governo oferece para termos mais carros circulando? O problema mostrado na notícia do link acima vai bem além de estrutura física para veículos; alcança também a falta de estrutura moral e educacional dos condutores. Quem não sabe da quantidade de loucos que conduzem suas máquinas mortíferas por aí, nos colocando constantemente em perigo? Quem não sabe da imensa maioria de motoristas brasileiros que se julgam pilotos invensíveis?

Não é necessário somente fazer mais estradas (alguém pode me dizer onde tem alguma estrada nova sendo construída no Brasil?), ter mais estacionamentos, mais policiais rodoviários, mais infraestrutura física no geral. Como quase todos os problemas, a solução passa pela escola (já que a maioria das famílias só ocultam ou mesmo aplaudem as cagadas dos filhos). Quando vai ser instituído a disciplina de TRÂNSITO, ou qualquer nome que queiram dar, desde a pré-escola até a universidade? E levado a sério, claro, e não apenas mais uma vaga de emprego para professores (valha-me Deus, queridos professores!!! Sei bem o quanto está faltando para que sejam respeitados como se deve).

O crime reportado na matéria acima precisa ser punido com a severidade "séria" da lei, independente de quem o criminoso é filho. Os próximos também, e que se transformem em exemplos. MAS QUE SEJA USADA COMO EXEMPLO A PUNIÇÃO E NÃO APENAS O ACIDENTE. De todos os crimes de trânsito hediondos, quantos ficamos sabendo o que aconteceu com o criminoso? Como vamos querer que crianças, adolescentes, jovens, adultos, velhos, todos, levem a sério a máquina que têm nas mãos e sob sua responsabilidade, se só o que vemos na mídia são as maravilhas tecnológicas de cada novo "brinquedinho" que sai no mercado e o "espetáculo midiático" dos acidentes?

Esse brinquedinho está enchendo os cofres do governo sem nenhuma contrapartida. Esse brinquedinho está estragando a vida de muita gente, vítimas e criminosos.

Quando vamos ver um movimente real para mudar isso? Ou alguém acha que o novo código de trânsito foi suficiente? Adianta espalhar radares caça-niqueis pra todo lado e não educar? Adianta bafômetro depois da merda feita? Quando vamos ter uma lei específica para motos?

Um amigo meu, policial rodoviário, revelou dados catastróficos em relação ao aumento de veículos nos últimos 10 anos e a incrível diminuição do número de policiais.

Há muita coisa a ser feita e já sabemos que o Governo só olha para o seu próprio umbigo, com projetos de continuísmo no poder superando as necessidades populares (e  não me digam que bolsa família é necessidade popular! Bolsa família é voto. Ponto.). Então, mesmo que timidamente, comecemos por nós: diminua a velocidade e seja educado; não queira se dar bem na frente dos outros, isso gera conflito e indignidade. Ser educado no trânsito significa não furar filas, não passar pelo acostamento, não apostar corridas, não achar que está perdendo alguma coisa quando outro veículo ultrapassa... ah! é tanta coisa ser educado no trânsito... apenas comece com o que for possível, mudando seu comportamento e servindo de exemplo para o seu meio.

Enquanto isso, vamos dirigindo com muito cuidado.
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sábado, 3 de novembro de 2012

anjo


meus dedos deslizam leves
na pele imaginada
e sinto a delicadeza do arrepio contido dentro da alma
meus lábios tocam os lábios 
o sonho se reparte em espera e vontade
desejo e solidão
e penso haver alguma loucura calculada
nos olhos desta mulher
silenciosos como a madrugada

AnJo DupLo 

beijo seus seios
seu peito se apressa, descompassa
corro meu sonho no seu corpo
e sua vontade pensa fugir
correr para alguma distante primavera
não a prendo
tampouco aprendo
não se pode prender um anjo do silêncio
e a vejo debater-se
como se meus braços fossem a prisão 
de todas seus desejos não revelados
então, aflita
entende que tenho já as mãos amarradas
presas na cabeceira da ilusão
não mais a toco
e o que a prende
a sufoca
é a  saudade
das noites de amor 
que aos poucos substituiu por solidão...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Sandy, a Globo e suas cortinas de fumaça... sinistro.


to me sentindo meio bobo, quer dizer, um pouco além do normal... Em 2010 boa parte do vale do Itajaí ficou debaixo dágua, foi outra catástrofe enorme, que anda cada vez mais comum por aqui. Rio do Sul, entre outras cidades, no alto vale, foi quase devastada, com água passando pelo telhado do segundo andar das casas. Por coincidência, aconteceu esta tragédia bem na época dos 10 anos do 11 de setembro e a rede globo já babou ovo demais naquele episódio. Praticamente não foi mostrado o que estava acontecendo aqui, porque os holofotes da mediocridade (da rede do BBB), estavam voltados para as agruras do tio Sam. Não que não tivesse importância, mas entre as dores do país que é o imenso buraco negro da economia mundial e as nossas, é claro que temos que cuidar das nossas. Agora o que estamos vendo? A foto acima mostra Cuba, também atingida pelo Sandy, e o que se falou de Cuba, ou de outras regiões atingidas, na Globo? O tio Sam tem de sobra para reorganizar a vida de todos os envolvidos na tragédia, e têm enorme obrigação moral de fazer isso, pois de longe são os principais causadores dos distúrbios globais (sem trocadilhos) do clima. Só tá faltando a Globo lançar campanha humanitária para ajudar as vítimas. E o que tá rolando aqui, na terrinha? Alguém já viu alguma notícia nesta famigerada emissora sobre o que tá acontecendo com os índios Guarani-Kaiowás? Pelo menos eu não vi. Que puxassaquismo declarado é esse? Que cortina de fumaça estão mais uma vez levantando? Tentando esconder o quê? Resultados práticos do julgamento do mensalão? Será isso que se tenta esconder, agora que é o vamos-ver pra valer das condenações? Não sei... pode ser tanta coisa, neste amado país que virou cancro da corrupção em todos os níveis. Alguém que é mais esperto que eu, dá uma ajuda...

Ah! a foto eu peguei de uma postagem do Jean Neves no face, e o texto tá fazendo eco aos protestos do Norberto Presta, também no face... 
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Porque viajar é preciso

não gastem seu dinheiro com coisas tolas. Gastem com coisas necessárias em primeiro lugar, principalmente para manter sua consciência equilibrada e sua vida em sociedade ajustada. Mas, por favor, fechem os olhos para etiquetas, marcas, símbolos tolos de status... a vida não pede isso. Viajar é muito mais barato do que a maioria pensa...



sábado, 20 de outubro de 2012

As sementes da ignorância... de quem é a culpa?


Hoje, 20 de outubro, fui assistir a uma partida de futebol americano do meu filho na cidade de Itapema, vizinha de Balneário Camboriú. Parei o carro na rua ao lado do campo, num local alto e de boa visão e resolvi assistir ao jogo dali mesmo. Pouco tempo depois, estacionou a poucos metros de mim outro carro, do qual desembarcaram 4 pagodeiros (pelo menos era a música altíssima que estavam ouvindo). Abriram o porta malas e o som se espalhou ainda com mais vontade. Tudo bem, estávamos na rua, em local público e dentro de um horário permitido. Na tampa do porta malas havia uma garrada de vodka e outra garrafa pet, com algum líquido dentro, o qual foi logo consumido na mistura. Um dos pagodeiros, então, sem nenhum constrangimento, jogou a garrafa pet no barranco (sim, não era calçada, porque o campo era quase na área rural), sendo que, algum tempo depois, entraram no carro e se foram (para alívio dos meus ouvidos). A semente da educação do grupo ficou ali, fazendo conjunto com outras muitas sementes já antes jogadas, por  outros tantos ignorantes das regras normais de convivência e proteção ao meio ambiente. 
De quem é a culpa?
A culpa é de um sistema social onde a educação é precária, onde os professores são muito mal pagos e desrespeitados até como seres humanos. A culpa é de um sistema social onde não existe nenhum incentivo à cidadania; onde não há nenhuma obrigatoriedade real de crianças frequentarem escolas. Tudo isso acontecendo num círculo vicioso que vira moto-contínuo, onde mentes brilhantes se preocupam mais com novas regras gramaticais do que com a escolaridade voltada para a cidadania e bem estar social. 
A culpa é do sistema social vigente, que, por sua vez, é de responsabilidade do governo, que, por sua vez, é de responsabilidade dos políticos eleitos para exercer o governo, que, por sua vez, é de responsabilidade nossa os nomes que colocamos atrás do teclado deste imenso caixa eletrônico chamado Brasil, onde o saque é infinito e ininterrupto. 
Então, de quem é a culpa? 
Nossa.
A culpa é do nosso voto desorientado, que por sua vez... 

Em tempo: não tenho nada contra os pagodeiros, embora tenha muito contra o pagode.

Em tempo: eu queria começar a postar sobre minha viagem ao Pays Cathare, mas não consegui deixar passar o assunto...
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

voar com a TAP... ai, começou mal!!!


...os manos mais velhos do lado de lá do Atlântico não podem mesmo reclamar de fazermos piadas com suas trapalhadas. Estou tentando considerar piada o que a a TAP fez conosco, embora o assunto decaia fácil para o desrespeito ao consumidor. 
O problema é que compramos passagens de Florianópolis à Tolouse com a TAP. Não compramos passagens fracionadas por trechos. Fechamos a compra incluindo saída e chegada em Florianópolis, sabendo que o voo sobre o marzão sairia de Campinas (do dia 30/09 estes voos passarão a sair de Guarulhos, mas o nosso é para o dia 27/09). Acontece que o voo de Florianópolis vai para Guarulhos e, como nada havia explicado no site da TAP, imaginamos que haveria um translado de Guarulhos para Campinas. Pois é, não tem!
Na verdade, a TAM oferece translado do aeroporto de Guarulhos até o de Congonhas e deste até Campinas, porém, o ônibus que vai para Campinas sai as 18:40 e o nosso voo é 21:40. Em São Paulo, com esse mundaréu de carros e pencas de congestionamento, dá pra arriscar? 
O que vamos ter que fazer é comprar passagens de ônibus por conta própria, com outra empresa que faz este trajeto (Guarulhos/Campinas), para não corrermos riscos. 
Vá lá que eu não sou de ter muitas milhagens aéreas, mas tenho viajado um pouco por aí, então pergunto: alguém já viu isso? Comprar uma passagem de um trecho inteiro, e ter que se virar por conta própria pra que esse trecho seja mesmo inteiro?
Pior ainda que entramos em contato com a Anac e a atendente demonstrou nunca ter lido o manual básico de sobreviventes das companhias aéreas. Não sabia que pela lei da própria Anac a companhia aérea é responsável por eventuais translados entre aeroportos. 
Que sensação ruim de ser logrado.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Cultura... pra quê?






A gente é obrigado a ouvir um monte de balela durante a cada vez mais hipócrita campanha eleitoral. Carreatas, passeatas, buzinaço, alto-falantes ensurdecedores e foguetórios. Cartazes pra todo lado, panfletos embaixo da porta, no vidro do carro...  e é a hora da virada, a hora da mudança... é tanta mentira antiga que nem tem mais roupas novas para vesti-las... No fim de semana teve um comício pertinho da minha casa e ouvi (porque era impossível não ouvir) estas palavras do candidato a vice:

"faremos novas creches, porque é preciso, e também é necessário..."

Espaço físico e sonoro usado a favor ou contra nossa vontade... Porém, ah! porém... quando o assunto é cultura, quanto descaso!

Vejam abaixo o que li no VC REPÓRTER (terra)... Não é aqui da minha  cidade, mas é assim em todo lugar...

Uma ONG de São Paulo foi proibida pela Guarda Civil Metropolitana (GCM-SP) de distribuir livros gratuitamente no Viaduto do Chá, região central de São Paulo, na manhã desta segunda-feira. Em nota, o órgão informou que a ocupação do espaço público da cidade requer autorização prévia da subprefeitura da região, e que estava cumprindo a lei.
Chamada de "Bienal Relâmpago", a ação foi idealizada pela organização não governamental Educa São Paulo, com o objetivo de protestar contra o "descaso com relação à situação das bibliotecas públicas da cidade". O ato, no entanto, foi coibido pela GCM ainda durante a madrugada.
De acordo com Devanir Amâncio, que preside a ONG, o grupo trazia, em um caminhão, caixas de livros, uma lousa e duas cadeiras - que seriam disponibilizadas para pessoas idosas. Por volta das 23h20 do domingo voluntários descarregaram a primeira caixa no local onde a distribuição aconteceria. Amâncio conta que quatro policiais da GCM abordaram a equipe e ordenaram que o material fosse colocado de volta no caminhão baú, que transportava mais 8 mil livros. Eles seriam organizados e distribuídos na manhã de segunda-feira pela ONG.
A ação dos guardas, de acordo com Amâncio, intimidou os voluntários. Um dos representantes da GCM teria dito, ainda segundo o presidente da ONG, que o material que não fosse devolvido ao caminhão seria retirado do local como entulho.
A nota da Guarda Civil Metropolitana diz também que " prefeitura apoia e estimula manifestações culturais e artísticas em todas as regiões da cidade, e por isso definiu regras claras para que os artistas possam se apresentar nas ruas da cidade". Entre estas regras, está a necessidade de se requerer autorização municipal para utilização do espaço público do município.
Para o presidente da ONG, a ação "não atrapalharia ninguém" e serviria de protesto pacífico; envolvia poucas pessoas, não tomaria grande parte do espaço público e teria finalidade social.
Iniciativa deve virar ação itinerante
Apesar da confusão, a ONG não desistiu de distribuir os livros. Segundo a Educa São Paulo, a "Bienal Relâmpago" será transformada em um projeto móvel, que pretende utilizar duas peruas que percorrerão locais movimentados da região central da cidade oferecendo livros, ainda nesta semana.
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sábado, 1 de setembro de 2012

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Gavinhas




Ouvi os passos miúdos pelo quarto e a cortina balançou suave. Dez anos de uma solidão compartilhada. Todos que estamos ainda juntos ficamos solitários sem seu riso. Encosto o rosto no vidro da janela e a vejo vindo pela rua, trazendo seus livros, sonhos e soluções para nossas ansiedades. João casou e mora longe, mas vem sempre que pode. Tereza passou no vestibular e fica ainda mais 5 anos comigo, quem sabe? Tiago está com amigdalite. João foi o que mais sofreu. Tinha 16 anos. Onde coloquei a cartela de antiinflamatório? Tiago dorme e esquece de tomar. Por falar em esquecer, esqueci de levar o carro pra revisão e Tereza esqueceu que ando esquecido, não me lembrou que tinha que levar. Dez anos de uma solidão compartilhada, e esquecimentos, do que se pode esquecer. Dez anos de lembranças diárias, horárias, do que jamais vamos esquecer. Faz dois dias que está chovendo e tem uma pilha de roupas pra lavar. A manchinha da pele esta coçando muito, ela falou. Posso marcar o médico? Ah, não, esta semana não, tenho que preparar tantas aulas. Vamos marcar o médico? Esta semana também não posso meu querido, muitos alunos ficaram para recuperação. A ferida parou de coçar? Sim, quer dizer, não coça tanto... mas dói um pouco. Metástases. Ela sorriu ao apertar minha mão antes da última cirurgia. Eu vou voltar, meu querido, eu vou voltar... mesmo que este corpo não resista, eu vou voltar. Tereza esqueceu de levar o cachecol e a chuva trouxe o frio. A noite vai ser fria e Tiago ainda não melhorou da garganta, além do mais, agora está com tosse. João ligou dizendo que pretendem ter um filho, ou filha. Aline parou com o anticoncepcional. Dez anos de solidão compartilhada. Quantas vezes ela falou que não queria ser avó antes do tempo! O médico segurou meu ombro e seus olhos molhados dispensaram as palavras. Foi como uma flor que o ramo não conseguiu prender. O vento do destino soprou mais forte. O vento do destino arrancou as gavinhas que me prendiam ao sonho de amá-la para sempre, onde quer que estivéssemos. Fiquei balançando no tempo, sem sustentação. Parece que o destino não entende muito de amor. Meia noite. Tereza beijou o namorado e subiu, Tiago acordou com a tosse e João está embalando o sonho de multiplicar a vida. No meu colo o livro está pendente da mão espalmada, também perdida num carinho esquecido no tempo. Você trouxe água? Já escovou os dentes? Quer esse travesseiro que é mais alto? Esta temperatura está boa pra você... pego mais uma coberta? O sono bate, a mão escorrega e os passos miúdos percorrem o quarto. A cortina balança suavemente com o vento do passado. O raciocínio mistura fatos e possibilidades. Uma luz acende na sacada, esqueci a porta aberta. Que luz? A lâmpada da sacada está queimada faz tempo. Não é nada, só estou sonhando. A porta abre-se um pouco mais, mas não tem vento. Tiago tosse. Tereza beija minha testa e diz pra eu dormir na cama. Ela não viu a luz na sacada? Apagou a luz do quarto, mas está ainda mais claro. Fechou a porta, mas não viu que a da sacada está escancarada? Sonho? Quase nunca sonho com ela. Eu tento, peço, rezo... não consigo. A luz aumenta, como uma grande lâmpada que se movimenta. Entra pela porta largamente aberta e me domina, me aquece. Acordo. Levanto. Não, ainda estou sentado ali, no sofá de leitura. Mas estou de pé. Ela sorri, parada em minha frente. O coração dispara. Eu não disse, meu querido, que eu voltaria? Aquele corpo se foi na voragem do tempo, todos os corpos de carne e osso se vão, mas nós, que nos amamos, nunca vamos junto com eles. Venha meu querido, teu corpo ainda é forte e vai demorar a partir, mas precisa descansar. Venha meu querido, essa noite é um presente para nós... vamos caminhar um pouco, não temos muito tempo, logo já vem o dia... mas antes, deixa eu ver se o Tiago está com febre, não saia daí... 

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Vergonha à espanhola

Sites espanhois, Basquete, Brasil x Espanha (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)


quando o técnico Bernardinho escalou um levantador que não era levantador, no mundial de volei da Itália (que o Brasil ganhou), a imprensa mundial "caiu de pau". A imprensa brasileira foi junto na malhação. É necessário lembrar que o levantador titular estava doente e estávamos somente com o Bruninho para o restante da competição. Se o Bruninho estava ou não com inflamação de garganta, como foi justificado, nem vem ao caso, porque jogando, poderia se contundir a qualquer momento. Se eu fosse técnico, meu time estivesse classificado e ganhar fosse pior, correndo o risco de ficar sem levantador para o resto da competição, faria a mesma coisa. 

Agora, larga diferença se abre em relação à atitude da seleção de basquete espanhola, que abriu escancaradamente o jogo no último quarto para perder para o Brasil. Perdendo escapou de Argentina e, principalmente, EUA. Perdeu propositadamente. Não tinha jogador machucado precisando escalar reservas. Perdeu para se dar bem. Abriu mão da ética em prol da vergonha. E a imprensa? O que fez a imprensa internacional? Pior ainda, o que fez a imprensa brasileira, que só sabe bater na própria bunda? 

Imaginem se fosse ao contrário e los hermanos de ego imenso estivessem na situação do Brasil. Podem ter certeza que estaríamos ouvindo horrores. A imprensa espanhola moveria os anéis olímpicos de tanto gritar. A imprensa internacional reservaria a primeira página para nossa vergonha. Parece que a nossa merece ser destacada, enquanto a deles é pra passar batido.

Que vergonha, Espanha! Quando se veste a camisa de um país, veste o país inteiro e cada um de seus habitantes.

Parabéns, Brasil! Mesmo porque, não teríamos nenhuma outra opção. Se perdêssemos, ainda que suássemos sangue em quadra, algum babaca iria botar a boca no mundo dizendo que foi armação.
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sexta-feira, 13 de julho de 2012

LITERATURA NACIONAL... atrás da última estante...


- Por favor, onde está a estante de literatura nacional?
- Logo ali, senhor...na última estante deste corredor, virada para a parede...

... é bem isso que encontramos na loja da Saraiva do Shopping Beira Mar em Florianópolis. Fizeram mudanças e reorganizaram, creio que pela importância que dão a cada setor, a loja toda. A estante de literatura nacional, com toda nossa magnifica e heroica trupe literária, está de costas para o público. De frente temos a literatura estrangeira, muito bem destacada, além de gastronomia, quadrinhos, turismo e segredos da vida... lamentável. Lamentável como somos tratados, pela maioria dos que nos publicam, pela imensa maioria dos que nos vendem. Lamentável. Ponto.

domingo, 24 de junho de 2012

ALOR... por Cristina Sarraf

           
matéria publicada no jornal Leitura Espírita, edição 02. 

           Um romance é um romance e não um estudo. Um romance de ficção científica, além da ficção que o caracteriza, traz informações ou supostas informações científicas.
           Mauro Camargo nos surpreendeu com o romance Paris, setembro de 1793 e muito mais com O magneto, revelando-se um grande romancista, inigualável nos dias atuais. Agora, mostrando flexibilidade e coragem de inovar em sua carreira, edita pelo Instituto Lachâtre, Alor, um romance de ficção científica.
           Mauro Camargo continua conseguindo com facilidade nos levar a "vermos" os locais e cenas que cria - ou capta? - sem prolixidade, num estilo fluente, forte, objetivo e contemporâneo, mas que nos remete aos grandes romancistas, pela qualidade de sua literatura e pelo inusitado dos temas e tramas. A impressão que fica é de que as palavras que formam as frases estão prontas para ele, que só as pega e transporta para a linguagem escrita, a fim de que possamos desfrutar do que elas compõem.
           Sendo espírita, o autor utiliza de informações de espiritismo para delinear a mentalidade e os raciocínios de alguns personagens. Mas não espere aulas de espiritismo. Não! Isso não acontece e, por ser um romance, uma ficção, também encontraremos as interpretações e opiniões espíritas destas pessoas. Ou seja, poderemos discordar, mas são a forma deles pensarem...
          Pessoas com suas vidas, suas dúvidas, problemas e virtudes, moram em uma cidade litorânea no sul do Brasil. Muitos são pescadores e Mauro Camargo nos dá uma grande quantidade de informações e termos próprios de quem vive da pesca, bem como das características de sua forma de viver. É bem interessante. 
          Um desses pescadores, o jovem Mino, descobre, em uma ilha de difícil acesso, seres que não consegue identificar se são espíritos ou extraterrestres. Sua morte súbita, deixando um herdeiro cuja existência a família não conhece, dispara uma série bem atraente de situações. Seu irmão mais novo, testemunha confidente de sua vida e aventuras, é agora depositário de uma parte da solução do mistério da Ilha. 
          Agora, adulto e médico, é esse irmão quem narra os fatos. Ele trabalha orientando e tratando jovens que se drogam. E é um deles, com capacidade  de desdobramento consciente, quem ajudará na solução do mistério, na medida em que, fora do corpo, contata com os seres que estão naquela ilha. 
         Surpresas e um interessante enredo abrem as portas para uma leitura que nos prende e deixa muitos questionamentos, sugestões de pesquisas e, sobretudo, chama para a utilização de potenciais humanos pouco valorizados nessa nossa sociedade pragmática e imediatista.
         E um ponto se destaca, tocando-nos fundo a alma: entender as necessidades que levam alguém às drogas, mas não perder de vista que essa pessoa não é um "drogado", como costumam ser classificados e rotulados. São pessoas, espíritos reencarnantes, que estão nessa situação por razões específicas, mas têm recursos, qualidades, sentimentos e potencialidades que, se forem acessados com amor e respeito, desvendam valores que abrem oportunidades de superação, renovação e qualificação social. E, nesse aspecto, Alor não é uma ficção científica. É a mais pura realidade psicológica, filosófica, científica e moral.

CRISTINA HELENA SARRAF  desenvolve atividades educacionais espíritas, é responsável pelo Curso de Princípios Doutrinários do Espiritismo e pelo jornal do CEM. www.jornaldocem.com.br 

mais informações sobre o livro em:

http://www.lachatre.com.br/loja/index.php/alor.html
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terça-feira, 19 de junho de 2012

precisa falar alguma coisa?



bem, alguma coisa precisa...
Maluf, não pode deixar o Brasil; ele está na lista dos mais procurados da Interpol e fez parte de outra lista recentemente, do Banco Mundial. A lista se chama "Os grandes casos de corrupção". Maluf é acusado de movimentar US$ 140 milhões de forma ilegal, relatou o Banco Mundial.

Ele não deveria estar em listas, mas de listras... com um número no peito.

Esta foto é a prova contundente de que o único e exclusivo interesse que os que comandam o Estado têm em relação a nós é o voto. O resto é consequência... a consequência que os enriquece.

O MEU voto eles não levam... até agora, nenhum deles.


humorpolítico.com.br
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