terça-feira, 15 de novembro de 2011

a janela e o tempo


Tenho aberto muitas janelas

Com o tempo

Tantas

Elas mudam, é claro

E o que vejo por elas muda, é claro

Tanto

e tanto

Não vejo mais meu pai me acenando

Quando vinha do trabalho

minha mãe podando as roseiras

Nem escuto a cantoria do homenzinho que limpava o jardim

Faz tempo

Tantas janelas

Não vejo a vizinha me procurando

Escondida atrás da cortinas

15 anos, 16...

Faz tempo

A memória fica

As imagens se apagam

Tantas e tantas

Mudaram, eu mudei

Onde foram as nuvens rápidas e o azul?

Onde foram meus filhos

Que brincavam no jardim?

Quem ainda baterá leve na veneziana

Na hora de sair?

Onde estão os pássaros pendurados nos fios

tantos fios e pipas

e hoje até escuto que logo não existirão mais

os fios (e as pipas)

As paisagens são outras todo dia

Já vi gramados e hortênsias

Já houve mar, prédios

e solidão

Tantas vezes

Mas sempre muda

Sempre eu mudo

Folhas que caem, outros poentes

Vontades que vão ficando, ou passam

O tempo passa

E quando penso em olhar ao contrário

Lá de fora para dentro

Vejo tanta coisa tão igual

Com maquiagens diferentes

Vejo principalmente

E às vezes tão somente

O grande problema humano tatuado em mim

Com cores fortes e recorrência:

A vontade

Tão grande vontade de ter

Bem maior que a possibilidade de ter

E sinto-me repentinamente vazio

Descubro que o baú da vida tem espaço demais sobrando

Porque sobrou vontade... muita vontade...

Corro pensar em ser

Mas antes fecho a janela

Deixo pra abrir outro dia

Pra pensar outro dia

Porque outro dia vem

O tempo passa

outras janelas

A vontade muda

E a maquiagem dela também...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

caminho...


Quando estamos perdidos, nem sempre queremos que alguém nos mostre o caminho, mas, se possível, que faça parte dele, nem que seja só um pouquinho...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Lula e o SUS



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me digam, por favor me respondam:


a campanha para dizer que é preconceito contra o Lula querer que ele faça o tratamento pelo SUS (por ele ter vindo de classe mais baixa) , vai conseguir encobrir a situação da saúde pública no Brasil?



é claro que ele tem direito a um bom tratamento, como qualquer ser humano... mas é isso mesmo:

COMO QUALQUER SER HUMANO!!!!



alguém tem realmente coragem de dizer que o que é aplicado na saúde no Brasil é suficiente? Alguém tem coragem de dizer que se a alcatéia política realmente trabalhasse e não nos roubasse tão descaradamente, sobraria mais dinheiro para aplicar na saúde?



Sim, eu queria que o Lula pudesse se tratar pelo SUS. Eu queria que Eu pudesse me tratar pelo SUS. Eu queria que VOCÊ pudesse se tratar pelo SUS, se não de tudo, pois estamos longe disso, mas ao menos do básico. Eu queria que QUALQUER BRASILEIRO não precisasse esperar meses por uma consulta; que os médicos, e todos os profissionais da saúde vinculados ao SUS, pudessem receber dignamente pelo trabalho... ah! Tanta coisa eu queria!



PRECONCEITO CONTRA O LULA???



VALHA-ME DEUS, QUE FALTA DE RESPEITO!! Não com o Lula, mas comigo, com você, com QUALQUER BRASILEIRO.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

AOS MORTOS... e seu dia...



Todos caminhamos para a despedida
Um dia seremos lembrança
Tomara
E que sejam a maioria boas
E que quando acharem pequenas coisas que foram nossas
Ou ouvirem palavras que costumávamos dizer
Ou relerem alguma coisa que deixamos escrito
Que possamos resgatar um sorriso perdido no tempo
talvez refletido numa lágrima...
(... que seja de saudade!)
E que falem das coisas que fizemos
Verdadeiras ou nem tanto
Que inventem
Mas falem
Tomara
Que pior seria o esquecimento
Um dia seremos lembrança
De risos e despedidas
E que os amigos verdadeiros nos lembrem
E também os não tão verdadeiros assim
Quando o sol avermelhar as tardes
Ou o vento cantar nossa saudade pelas madrugadas
Por que um dia seremos lembrança
Todos nós
Todos nós
Um dia seremos apenas lembrança

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

PACTO




quem sabe façamos um pacto
com algum demônio amigo
de relegarmos enojados
qualquer eventual excesso de alegria

é preciso combinarmos juntos
nunca precisarmos nos ver todos os dias
nem telefonar pra se saber como está
amanhã como será
ou como foi hoje
que isso nos cause calafrios e suores...

necessitamos de um demônio imparcial
que fiscalize nossos passos
demasiadamente juntos...
que nos permita deixar os jardins intactos
e ao mar e à lua e à lágrima
só recorrermos conduzidos pelo acaso

um demônio nefasto e sério
que nos ensine fazer das madrugadas puladas
nosso roteiro
onde buscar a saciedade do peito
e que diga onde nos encontrarmos
se desastrosamente necessário
mas sem a insistência dos falsos motivos
às avessas
quase à revelia...

um demônio que conheça
todos nossos amigos
para infiltrá-los sempre antes
e logo depois de nós
para que os reencontros e despedidas
sejam descuidados e passivos
para que jamais nos esqueçamos
do depois e do antes...

assim haverá algum perigo
um perigo maior
de nos encontrarmos em nossa paixão desenfreada
e viveremos do temor deste perigo
do inusitado e divino em nós
e nunca do manso
e enfadonho direito de nos repetirmos...

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imagem capturada do google fotos... e lá dizia que era do http://poesiapopularbrasileira.blogspot.com/


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terça-feira, 18 de outubro de 2011

O que dá e o que não dá NOTÍCIA... você sabe?

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. big brother nua na playboy
. namoro novo de global
. passeata contra a corrupção
. passeata pra encontrar Jesus
. jogo da seleção do Mano
. votação do ficha limpa
. 10 anos do 11 de setembro
. enchente em Santa Catarina
. votação pra aumentar salários dos deputados
. aumento do IPI pra proteger empresas estrangeiras
. traição de global
. agreção de jogador por torcida, ou vice-versa
. filha que mata os pais
. plano governamental para a educação
. vitória do Corinthias
. situação das estradas
. fraude nas aposentadorias do estado
. vitória do Flamengo
. briga em campo na decisão
. invasão de morro pela polícia
. situação da saúde pública

nossa! dá pra passar o dia escrevendo antíteses jornalísticas. O peso que a mídia dá a cada notícia é o tutor da cidadania brasileira. Que pena!!
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domingo, 9 de outubro de 2011

Meu País e Medianeras...
























essa postagem não tem nenhuma intenção de fazer uma crítica aos filmes MEU PAÍS, brasileiro, e MEDIANERAS, argentino. É só pra convidar os eventuais visitantes a assistí-los.
Assisti recentemente a estréia de Medianeras (Buenos Aires na era do amor digital... subtítulo totalmente dispensável) em Porto Alegre (o filme ganhou kikito em Gramado) e fiquei deslumbrado.



Essa semana assisti Meu País, excelente.



Ambos os filmes tratam da solidão, com abordagens totalmente diferentes, porém, com incrível delicadeza. Não vou comentar, apenas pedir: assistam, são realmente imperdíveis e o que é realmente bom deve ser compartilhado. Depois a gente fala...
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domingo, 2 de outubro de 2011

como o domingo estava um pouco chato...

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A gente tava aqui sem nada programado para o domingo, então... Mas antes de explicar, vai aqui o pedido pra Mônica. Não sabemos que nome dar a esse prato e como o lance dela é idioma, ela está convidada a batizar (no idioma que quiser)...

Mas por que não pode ser em bom brasilês?

Então vamos ao contexto. Ficamos de fazer um jantar de comemoração da conclusão do Mestrado do Dani. Estou ainda escolhendo o cardápio e, nestas elucubrações, pensei em criar ao menos um prato diferente(que vai ser o primeiro prato). Então surgiu a ideia desta trouxa de camarão com molho de queijo. Pô, mas o Dani vai querer algo chique, de cozinha internacional... por isso, Mônica, vai lá, estamos esperando o batismo.

A receita...

estamos ainda desenvolvendo, logo posto a definitiva.

Una 4 camarões pelo meio (usamos os camarões que tínhamos em casa, não muito grandes). Use uma cebolinha verde pra isso, mas antes aqueça-a numa frigideira para que não fique quebradiça. Depois de unidos, derrame um pouco de clara de ovo batida com trigo, para garantir que se mantenham unidos. Sal, somente sal polvilhado neste momento e não muito (o molho de queijo já é salgado). Frite em óleo bem quente, numa quantidade que cubra bem os camarões, até dourar. O molho de queijo é simples: queijo gorgonzola, parmesão e mussarela esfarelados, nós moscada e leite para dar ponto; é só cozinhar até ficar cremoso.

(ainda não vi esta receita por aí, mas como na cozinha quase nada se cria, me perdoem se estou plagiando...)







Ah! Esta última foto não tem nada a ver... é só prato principal do domingo: Olhete assado e batatas douradas. Básico...
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

o difícil ofício de ser brasileiro...


ontem, 29/09, saí de Balneário Camboriú as 16 horas para atender um paciente em Florianópolis as 18 horas. Tempo mais do que suficiente (em torno de 50 min de viagem) e ainda calculado para evitar o natural engarrafamento da entrada da capital. Não andei 5 km e o trânsito parou. Reforma na 101 (que não pára nunca, diga-se de passagem). Não dava pra ter ideia de onde era a interrupção, muito menos quanto tempo ia demorar a passar. Pagamos pedágio a uma empresa (autopista litoral sul) e o direito que temos é pagar o pedágio, pouca coisa mais. Por que não podem ser informados os horários de interrupção para reforma? O site da concessionária informa parcamente e sempre o que já aconteceu. Que valia tem o que já aconteceu? Resumindo: duas horas para passar o trecho e paciente remarcado. Quanta gente perdendo tempo e dinheiro, poluindo o ar e aumentando o nível de estresse. Nem vou comentar sobre a multidão de babacas que se julgam espertos, que cortam por aqui, por ali, pelo acostamento... esses são os principais responsáveis pela nossa falta de cidadania, pois são pessoas de igual índole que estão no comando geral. O mínimo que se pede é informação, ou atualizada e precisa no site da autopista, ou uma rádio cidadão (o que seria o mais justo). Por que não podemos planejar os nossos horários de deslocamento, assim como eles planejam os horários de interromper a rodovia? Se eles vão continuar fazendo reformas nos horários mais movimentados da estrada (que é o que sempre fazem), por que não podemos ser devidamente informados. Custa ter um pouquinho de respeito com o cidadão que paga uma das cargas tributárias mais altas do mundo?
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domingo, 18 de setembro de 2011

Para um grande espumante...



o normal é pensarmos numa bebida para acompanhar um prato... mas existem algumas bebidas que devem ser sorvidas com algum quê de veneração, e a situação naturalmente se inverte. Tínhamos em casa a última garrafa do espumante Dom Cândido brut 2008, de produção limitada (2000 caixas). O breve envelhecimento de 3 anos conferiu ainda mais personalidade a este 100% chardonnay, premiado como melhor espumante nacional da categoria pela revista playboy. Estávamos já com alguma pena por ser a última, por isso pensei em pratos que pudessem se equiparar. A imaginação viajou para o inusitado. É claro que se não houvesse harmonização com a delicadeza e estrutura do ótimo Dom Cândido, beberíamos sem acompanhamento. Mas quero dizer que ficou excelente.

Primeiro Prato:

Salmão com crosta de gergelim negro e salada de tomate picado com alecrim italiano.



bem, este primeiro prato não era tão ousado quanto ao prato principal:

Filé de tainha ao curry, com linguine ao molho de salsa tartufata.

Sabores singulares, mas que casaram perfeitamente com a singularidade do vinho espumante.



Tudo bem, ficou faltando a sobremesa, porém, o homenageado era o espumante, e só tínhamos uma garrafa... é claro que não chegaria à sobremesa.

Agora, até conseguirmos comprar outra caixa, vou pensando em outras combinações arriscadas.

Ah! O tomate picado foi sobra mesmo do primeiro prato, mas valeu para dar colorido. Se alguém quiser detalhes das receitas, é só pedir.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

enchentes no sul... mas isso de novo!!!!

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A defesa civil de Itajaí está de parabéns. A população foi avisada da gravidade da situação com antecedência suficiente para que se tomassem as providências possíveis. Tudo foi pra cima. É claro que em algumas áreas, nem se colocasse tudo no telhado resolveria, mas os prejuizos foram muito menores desta vez.


Também está de parabéns a prefeitura. As obras no subterrâneo da cidade, que tanto incomodaram e ainda incomodam a população pela lentidão, surtiram efeito, assim como a dragagem do rio Itajaí açu. O volume de água que veio do interior este ano foi bem superior ao que veio em 2008, mas a área inundada foi menor, ou a altura dá água foi menor (já que é tudo muito plano).


Rio do Sul, Blumenau e Brusque sofreram mais, assim como muitas outras cidades do vale. Uma amiga me falou hoje, por mail, que em Rio do Sul muita gente não acreditou que viria tanta água e tiveram perdas enormes. Disse ela que a defesa civil alertou, mas não acreditaram.


Tem muita gente desabrigada e convém quem pode se preocupar com donativos, mesmo com tanta notícia do desvio destes. Infelizmente temos que pensar que ao menos uma parte chegará em quem precisa... e como precisam!!


A vida já vai continuando e logo tudo segue... e logo chega mais uma eleição. Aqueles engravatados que só viram pela televisão mais uma tragédia de grandes proporções, virão pedir seu voto. Nenhum deles virá com uma proposta real e cabível para mitigar os problemas das enchentes. Nenhum, podem apostar. O que vocês vão fazer com seus votos, não sei... com o meu, eu sei.


Nota ainda mais triste no meio da tragédia. A mídia se preocupou bem mais com os eventos do onze de setembro do que com as tragédias brazucas do sul do país... afinal, enchente já é coisa de todo ano... não dá mais audiência. Pô, o que esses catarinas querem com enchente logo no dia 11/09???


Os políticos agradecem a baixa exposição do que eles não fizeram.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

FlipSnack... o que é a tecnologia!

fico aqui imaginando o meu tempo de adolescência, quando entrava na biblioteca pública de Ponta Grossa, uma antiquíssima casa tombada pelo patrimônio histórico da cidade, daquelas com chão de largas tábuas da madeira que rangiam muito quando a gente pisava. Lá eu encontrei Edgar Rice Burroughs, Dumas, José Lins do Rego, José de Alencar, Conan Doyle, Hemingway... paixões imediatas. Se me falassem sobre isso, naquela época, lá por 1977... 78... o que eu diria?


ah! claro que vai aí um bom marketing pessoal...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

a família Roriz... e os palhaços, ou, ladrão que julga ladrão...

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Por 166 votos favoráveis a cassação, 265 contra e 20 abstenções, a deputada Jaqueline Roriz foi absolvida, na noite desta terça-feira, 30/08, pela Câmara dos Deputados.
Ela foi filmada recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM do Distrito Federal. Na época, a deputada admitiu que o dinheiro seria para caixa dois de campanha.


A gravação, no entanto, é de 2006, antes de ela ser eleita deputada distrital. Sua defesa alegou que ela não poderia ser cassada por um fato cometido antes de seu mandato.

Em sua defesa no plenário, Jaqueline não mencionou, nenhuma vez, o vídeo. Também não negou ter recebido o dinheiro. Ela apenas culpou a mídia, "que destrói a honra de qualquer um". Criticou ainda o procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, que na semana passada apresentou um parecer pela abertura de uma ação penal contra a deputada.

"Alguns paladinos da ética, alguns parlamentares e integrantes do Ministério Público, por interesses políticos, tentam influenciar os senhores. O procurador me denunciou sem nem ouvir o meu lado", afirmou ela.

A votação foi secreta, o que, avaliam deputados, contribuiu para a absolvição de Jaqueline.

O texto acima foi control c control v da folha online. Eu pensava até em não fazer comentários, tamanha a redundância e obviedade dos mesmos, mas é irresistível.

Recebeu dinheiro para caixa dois de campanha... ah! mas ainda não era deputada. Além do mais, a mídia acaba com a honra de qualquer um. Imagina que só porque ela aparece recebendo dinheiro ilícito, não pode exercer o cargo de deputado! Só isso? E por acaso deputado precisa ter alguma ética para exercer o cargo????????????????????? E por acaso a grande maioria dos deputados não faz a mesma coisa, só tem a sorte da mídia (que acaba com qualquer um) não flagrar???????????? E por acaso roubar, desviar verba, aumentar salário pra lá da estratosfera, bulinar na nossa honra, fé, cidadania, acabar com nossa esperança, elevar juros, elevar juros, elevar juros (sim, eles nada fazem contra o Executivo), fazer conchavos corporativos, superfaturar, nepotizar, mutretar... não é por acaso coisa comum pra deputado???????????? Além do mais, o pai da nobre colega se afastou do cargo de governador para não perder os direitos políticos...pode existir melhor exemplo de ética?

Ora meus amigos, vamos ponderar com o máximo de racionalidade e sem paixões políticas piegas: DESTA VEZ ELES FORAM ÉTICOS... LADRÃO TEM QUE ABSOLVER LADRÃO MESMO!!!!!!!!!!!!
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

pais e filhos





Esta vem na sequência da postagem anterior...


É uma grande redundância dizer que educar filhos é uma tarefa dificílima. Diante das dificuldades naturais encontradas, pessoalmente cheguei à conclusão que minha consciência se refresca ao saber que dedico atenção constante a esta tarefa, mesmo quando aparentemente estou desligado. O “desligado” dos pais é uma vigia silenciosa; um faz-de-conta fora da brincadeira. No longo caminho educacional, cometemos uma série de erros e facilmente nos culpamos por eles. Nossa consciência facilmente registra nossos deslizes e mesmo as tentativas frustradas de tudo dar certo. E a frustração acontece mesmo, ninguém precisa ter medo de encarar isso, porque geralmente temos dificuldade de encarar que o filho é um ser humano “quase totalmente independente da nossa vontade”. Daí vem a culpa. É exatamente nesta culpa que foco esse texto, mais especificamente na situação de comentarmos, indicarmos, salientarmos, delicadamente ou não, possíveis erros, defeitos ou dificuldades de uma pessoa para seus pais.


Por melhor que seja nossa intenção, é necessário considerar que nosso comentário golpeará diretamente nesta consciência culpada. Exceto na situação de pais extremamente desatentos aos problemas e necessidades dos filhos, causaremos algum desconforto, e o nosso bem intencionado comentário não terá o efeito desejado, ou muito pelo contrário. No caso dos comentários não tão bem intencionados então... melhor nem comentar.


Erros, defeitos, problemas e dificuldades dos filhos, são fatores de desalinho emocional e consciencial para os pais. Feridas abertas, que o menor toque pode causar dor ou tristeza. É claro que não defendo o simplismo do “tapar o sol com a peneira”, tão comum aos pais relapsos. Tampouco concordo com pais que não têm olhos de ver. A única intenção deste texto (ou pretensão) é fazer um alerta. É uma cobrança comigo mesmo. É um pedido de delicadeza geral.

A mudança dos padrões familiares da nossa época fez com que nossa interação social fosse mais abrangente. Os problemas familiares estão mais evidentes e abertos, e nossa participação neles deve seguir o mesmo caminho.

foto de http://gramorais.blogspot.com/

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ajudar... ensine pelo exemplo.



Acho que lá pelos meus 14 anos eu estava saindo do supermercado com minha mãe, quando passou uma mulher, já idosa, carregando no ombro um pesado feixe de lenha, desses de sobra de serraria. Era um dia frio, até que estava bem agasalhada e não pedia nada, mas era fácil perceber que a vida não lhe era fácil. Passou ao nosso lado em silêncio e foi embora. Minha mãe pegou um nota (creio que seria algo como R$ 10,00, atualmente) e pediu para que eu fosse atrás e entregasse o dinheiro para a mulher. Ela já ia um pouco longe e eu, na minha timidez natural, não sabia como abordá-la, com medo de causar algum constrangimento. Não era nenhuma pedinte profissional, daquelas que já empedraram no rosto toda a culpa da sociedade por suas desventuras. Então, como fazer? A ideia surgiu faltando poucos passos para alcançá-la:



- Senhora... senhora... desculpe... a senhora deixou cair esse dinheiro ali atrás, quando passou pela gente...



Coloquei o dinheiro na mão dela e, antes que dissesse qualquer coisa, eu já estava longe. Nem sei qual foi sua reação. Na época vivíamos uma situação complicada financeiramente e precisávamos ser comedidos em tudo. Meus pais nunca foram de muita teoria educativa, ou sermões quanto à necessidade de ajudar o próximo, mas, no velho jargão que o ato vale mais que as palavras, passaram aos três filhos sólidos ensinamentos. Entre tantas outras coisas, é fácil buscar na memória a chegada em casas pobres com caixas de comida, sem alardes, sem fotógrafos. Felizmente esse padrão de comportamento passou aos filhos. Ajudar a quem precisa, na medida do possível (qual é essa medida?), é coisa natural. É claro que podemos excetuar aquelas ligações telefônicas dramáticas, de campanhas que não se sabe pra onde a ajuda realmente vai. Também podemos desconsiderar campanhas que visam apenas “lavar” dinheiro, ou usar a boa vontade popular para pagar as próprias contas.



O que eu creio ser mais interessante neste passar de padrão de comportamento adiante, é que ajudar as pessoas tem uma extensão muito significativa no comportamento social do indivíduo. A ideia de ajudar o próximo abranda o olhar da pessoa para as asperezas de outra pessoa. Nestes dias em que a superpopulação torna o convívio social cada vez mais áspero, no trânsito, nas filas, no trabalho, na escola, isso faz uma grande diferença. Quem tem o coração aberto para as dificuldades individuais e, principalmente, sabe respeitar as dificuldades individuais, é “macio” socialmente.



Então vai uma dica aos pais, principalmente aqueles que reclamam da dificuldade de convívio com os filhos: levem-nos ajudar alguém. Comprem alimentos (de preferência não perecíveis) e levem num asilo (ah! Podem levar fraldas geriátricas, sempre estão precisando). Perguntem lá o que sempre falta, para levarem na próxima visita. Sim, fazer isso apenas uma vez é quase sem valor. Vejam como funcionam os abrigos para crianças e como é possível ajudar. Hospitais, associações que cuidam de doenças específicas ou dificuldades especiais. O leque de possibilidades é grande.



O riso solto de uma criança, o olhar terno de um idoso, podem lixar muitas asperezas nossas. Se quiserem fazer uma ligação telefônica e doar 5, 10, 20... tantos reais quiserem, tudo bem, mas, convenhamos, isso é cômodo demais. Vão na fonte, e levem seus filhos.



Acreditem, custa pouco, e ganha-se muito. A sociedade, num todo, agradece.


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segunda-feira, 4 de julho de 2011

confirmação

aos visitantes que porventura esperam publicações de outro gênero aqui no sombra, espero que me desculpem. Há um tempo havia decidido que não faria mais eventos para lançamentos de livros, devido a tantos contratempos nos lançamentos anteriores, além de algumas catástrofes (no último Itajaí ficou quase toda submersa, dias antes do evento). Mas O Magneto fluiu com tanta facilidade em todos os sentidos que acabou virando festa. Depois do lançamento, volto a escrever idéias e outros derivados, além de voltar a acompanhar meus queridos blogs preferidos...

Lançamento do romance O MAGNETO de Mauro Camargo

Dia 08 de julho, na Casa da Cultura Dide Brandão, Itajaí.
Rua Tubarão, 305. (entre o hotel Ibis e o supermerdado Xande).

Programação:
19:00 horas: Abertura e coquetel.
19:30 horas: Espetáculo LUISA, com Sandra Knoll (Grupo Experimentus)
21:00 horas: Espetáculo CONTOS NOTÍVAGOS, com Marcelo de Souza (Grupo Experimentus)
22:00 horas: Encerramento (a Casa da Cultura só funciona até as 22 horas)
Durante o evento haverá projeção multimídia a respeito do romance, bem como exposição de imagens do mesmo.

Realização
Prefeitura de Itajaí
Fundação Cultural
Casa da Cultura Dide Brandão

Apoio
SESC
UNIVALI

Conto com a participação de todos

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

CUENTOS PEQUEÑOS... e os descaminhos da arte.

Ontem, quarta feira, 15 de junho, fui assistir a peça Cuentos Pequeños, de Hugo e Ines, um grupo peruano que está com esse trabalho há 20 anos encantando o público. Fui porque uma amiga atriz me avisou. Fantástico! Daqueles espetáculos que não tem nem como explicar, tamanha magia. A peça está participando do FITA, de Florianópolis (Festival Internacional de Teatro de Animação) e veio a Itajaí porque na programação há uma itinerância de trabalhos.

Cuentos Pequeños acontece no corpo dos artistas. Mãos, pés, boca,joelhos, testa, barriga... qualquer parte do corpo nos conta histórias alegres, delicadas, tomadas de extremos de criatividade, que faz com que, rapidamente, decolemos do chão comum do cotidiano para voos altos da alegria. Realmente, saímos do teatro alegres. Alegres pelo que vimos. Alegres por sabermos que ainda há tanta coisa boa pra ver no mundo artístico.

A nota triste, o que já é recorrente, foi a pequena presença de público. E a crítica, o que já é recorrente, é a falta de interesse da imprensa em noticiar o que eleva o ser humano. Tive a curiosidade de ver as manchetes dos jornais do dia e até me arrependi de pensar em mostrá-las aqui. Todos podem imaginar, é fácil. O pior é pensar que se fosse uma peça cata-níquel com qualquer global deslumbrada(o) e de carinha bonita (ou nem tanto), a imprensa daria foco e ocuparia grandes espaços da mídia. É claro que o público em geral carece de formação, mas isso não justifica a carência de informação.

O espetáculo CUENTOS PEQUEÑOS continua na sua itinerância por algumas cidades e Florianópolis. O FITA continua até sábado em Florianópolis, porém, veremos pouco sobre isso na mídia. Lamentavelmente.

o leitor interessado pode conferir a programação no site oficial do festival:



sexta-feira, 10 de junho de 2011

lançamento oficial do romance O MAGNETO

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o lançamento é oficial, mas a convite ainda é provisório


dia 08 de julho

na Casa de Cultura Dide Brandão, Rua Tubarão, 305, Itajai/SC

as 19:00 horas

com a apresentação das peças

LUISA

e

CONTOS NOTÍVAGOS

do grupo Experimentus Teatrais

apoio

Casa da Cultura Dide Brandão e SESC
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sexta-feira, 27 de maio de 2011

em busca de um livro...

Essa postagem caberia melhor no blog da Mônica (http://cronicasurbanas.wordpress.com)...
Estou à procura do livro VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES. É fácil de encontrar na Estante Virtual, mas, como estava querendo ler neste final de semana, comecei a procurar aqui em Florianópolis. Para não ir de loja em loja (já que nos sebos daqui não tinha), liguei para uma das livrarias, das famosas, e rolou esse dialogo:
- Você pode ver se na loja tem o livro Vida e obra de Bezerra de Menezes?
- Como é mesmo o título?
- Vida e obra de Bezerra de Menezes...
tec tlec telectec tetlec tec tec tlec telectec tetlec tec tec tlec telectec tetlec tec tec tlec telectec tetlec tec tec tlec telectec tetlec tec
- O autor é Bezerra de Menezes?
(Raciocínio lógico: Vida e obra, de: Bezerra de Menezes... só que eu fiquei pensando no Bezerra de Menezes ter escrito um livro chamado Vida e Obra, somente. Vida e Obra, de quem? Fantástico!!!)
- Não, o autor é Sylvio Brito de Souza
- Ah...
tec tlec telectec tetlec tec tec tlec telectec tetlec tec tec tlec telectec tetlec tec tec tlec telectec tetlec tec tec tlec telectec tetlec tec...
- É uma biografia?
(juro que tive vontade de dizer que era um livro sobre navegação, mas o atendente poderia confundir o Bezerra com o Amyr Klink e daí não teria mais volta)
- Sim... é uma biografia. A vida e a obra de Bezerra de Menezes... curioso, não é?
- O que é curioso?
- Ser uma biografia...
- O senhor acha?
- Um pouco...
tec tlec telectec tetlec tec tec tlec telectec tetlec tec tec tlec telectec tetlec tec tec tlec telectec tetlec tec tec tlec telectec tetlec tec...
- Não temos na loja, senhor...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O magneto... um caso de amor, também com a homeopatia...



Trecho do livro:

(...)Mas Jolly estava me aguardando um pouco ansioso, com mais uma correspondência para entregar:
– Oh! Adrien... Que bom que voltou. Havia me esquecido de uma carta de Benoît. Há dias está comigo, mas, com tanta coisa para fazer, acabei esquecendo-me dela. Vá ao numero 1 da rua de Milan, por favor... Não é longe daqui...
Apanhei o envelope que Jolly me estendia e olhei o destinatário:
“Christian Friedrich Samuel Hahnemann”
– Hahnemann? O médico? Ele ainda vive? – perguntei a Jolly, espantado.
– Pois sim, vive e trabalha muito. Agora vá, não perca tempo. De preferência, entregue em mãos.
– Isso será um grande prazer.
Já era perto das seis horas quando cheguei ao numero 1 da rua de Milan e encontrei uma sala repleta de pessoas esperando para serem atendidas. Era uma casa grande e bonita, com um jardim bem cuidado e mobília rica, porém, os pacientes que esperavam eram, evidentemente, pobres. Como, no momento, não havia ninguém recebendo os pacientes que chegavam, sentei-me a uma cadeira num canto e fiquei esperando que alguém aparecesse. Esperava abordar o médico na hora que um paciente saísse da sala de atendimentos e isso aconteceu logo, porém, foi uma mulher que apareceu conduzindo um senhor bem vestido, de casaca nova e cartola, bem diferente dos pacientes que aguardavam. Quando ela se despediu, pude ouvir o nome: barão de Rotschild. O famoso banqueiro. Um contraste entre os pacientes que esperavam e o que acabara de sair.
Depois que o barão partiu, a mulher olhou para mim e falou:
– Você não estava aqui antes, não é?
Era uma mulher bonita e seus olhos pareciam faiscar. Não tinha mais que quarenta anos e vestia-se com elegância para ser apenas uma secretária.
– Vim trazer uma correspondência ao doutor.
– Vinda de quem?
– Benoît Jules Mure, do Brasil.
– Oh! Benoît! O doutor vai ficar feliz. E quem é você?
– Adrien de Rupetin, amigo de Benoît(...)

A Revolução Francesa marcou um período de esperanças libertárias único na humanidade. Depois de séculos atrelada ao poder religioso, a ciência estava livre. Cientistas e pensadores, sérios ou não, traziam inovações espetaculares para a sociedade, transformando conceitos de conforto doméstico, produção no trabalho, saúde e diversão. O pensamento social igualitário, mesmo que deturpado pelo poder no período pós-revolução, rompia definitivamente a barreira das castas humanas e, não fosse a força da indústria nascente, movida por um capitalismo selvagem desde o primórdio, poderia ter levado a civilização a um padrão de convivência equilibrado. Mesmo que isso não tenha acontecido, era irrefreável o impulso social e científico, literário e artístico, em todas as áreas da atividade humana. Charles Fourier, Saint-Simon, Volta, Faraday, Trevithick, Mesmer, Hahnemamm, Balzac, Victor Hugo, entre tantos, não permitiam retrocessos.
O livro O Magneto é uma viagem a este tempo. Personagens como Benoît Mure, Victor Hugo, Mesmer, Hahnemann, Lachatre, Kardec, participam de passagens fictícias, porém fiéis às suas memórias e engajadas com precisão dentro do contexto histórico, fruto de uma pesquisa séria e descompromissada.
No que diz respeito à homeopatia, esta precisão pode ser vista no texto acima extraído do livro, ou então neste outro, que vem na sequência do anterior:




(...)Quando fui recolhido à sala de consulta, quem me recebeu foi um senhor que não aparentava seus mais de oitenta anos, tamanha a energia que desprendia do seu olhar. Indicou-me uma confortável poltrona e sentou na sua, atrás de uma grande mesa de trabalho. Antes de falar comigo, acendeu seu cachimbo, depois perguntou:
– É mesmo amigo de Benoît?
– Sim.
– Tenho saudade dele... Nossas discussões afiavam meu pensamento. Na verdade, tenho inveja dele. Gostaria de ter idade para ir ao Brasil... Você vai?
– Creio que sim – respondi, sem convicção e mentido, por medo de que ele perdesse o pequeno interesse em mim.
– Crê? Ora, meu filho, não estou vendo segurança nisso! Mas não é de minha conta suas decisões. Vamos, me entregue essa correspondência.
Até havia me esquecido da carta. Ele a apanhou e leu-a com calma. Embora estivesse calor, vestia uma casaca grossa, o que achei natural para sua idade. Seus cabelos ralos e brancos eram um atestado para isso, embora a energia que emanava. Depois de ler por longo tempo, olhou-me e perguntou:
– Quando os colonos vão partir?
­– Está marcado para o dia 30 deste mês, no Havre.
– Pouco tempo, pouco tempo... Benoît está curioso para saber da próxima edição do Organon. A sexta edição. Será a melhor de todas. Ele quer uma cópia. Sempre curioso o meu amigo. Mas ainda não posso mandar... tem muitos detalhes... dia 30, é pouco tempo...(...)

Ou então esta outra passagem:




(...)Namur preparara muitos vidros de homeopatia, para cada um, individualmente, e pediu-nos para tomar, preventivamente.
– A ideia é manter o corpo forte – dizia ele.
– Como sabe qual medicamento devemos tomar? – perguntei.
– Hahnemann nos brindou com a ideia do gênio epidêmico para combater epidemias. Muitos outros homeopatas já têm testado diversos medicamentos contra essa doença.
– Gênio epidêmico? O que é isso?
– Invenção de Hahnemann. É a identificação de um conjunto de sintomas apresentados por um grupo de doentes de uma referida doença. Com a análise destes sintomas, o homeopata consegue identificar o medicamento que mais se assemelha a essa manifestação da doença. Os resultados costumam ser surpreendentes. Tão surpreendentes que, dependendo da região, um medicamento pode agir melhor que outro. Porém, mesmo assim, a peste bubônica costuma ser um terror e espero que não tenhamos mais nenhum caso. Felizmente, eu tenho alguns destes medicamentos já analisados(...)

O romance ainda traz como personagem o médico Benoît Mure, que veio ao Brasil movido pelo sonho Fourierista de criar uma sociedade harmônica na região do Saí, então pertencente a São Francisco, província de Santa Catarina. Mesmo que não tenha alcançado seus objetivos neste projeto, Benoît Mure é reconhecido por ser o introdutor da homeopatia em nossa pátria, onde criou, em 1843, o Instituto Homeopático do Brasil.






1.a edição, 2011, 432 páginas, Editora 3 de outubro.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

sobre o ALEXANDRE ROCHA


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eu quis fazer um agradecimento no livro para o Alexandre, meu editor e ele encontrou uma maneira de fugir disso, alegando que todo o trabalho que estava tendo era apenas sua obrigação, e que, por norma da editora, isso não poderia acontecer. Bem, como eu poderia contestar? Porém, aqui no blog...

o agradecimento que levo a público não se refere apenas ao excelente trabalho que ele fez com O Magneto, ou com o Paris, setembro de 1793. Vai além disso. Mesmo que eu tenha tido um relacionamento muito honesto com as editoras Hemisfério Sul e Momento Atual, dos meus outros livros, a bagagem que trago da vida literária é composta muito mais de frustrações que alegrias. Não estou me referindo às reações dos leitores dos meus livros, que sempre me estimularam muito. Este fato, por sinal, fazia aumentar o abismo da insatisfação, porque não havia como não me perguntar: se tanta gente gosta dos livros, porque tanta dificuldade?

Os muito bons escritores que andam por aí, lutando para serem bem publicados, sabem do que estou falando. Sabem o que é entrar numa livraria e ver pilhas e pilhas de Segredos e autoajudas, livros de celebridades midiáticas ou apenas apelativos, e o seu bom trabalho sem espaço. Sabem o que é a velha e estigmatizada resposta copiada e colada das editoras: embora a qualidade do seu texto, estamos com a linha editorial esgotada para os próximos 200 anos...

O agradecimento que levo a público é pelo fato de o Alexandre ter me publicado bem. Sabemos, nós escritores, o quanto isso é difícil. Desde o nosso primeiro contato, fui tratado com um respeito pouco comum e tenho certeza que não é pelo fato de termos nos tornado amigos, que ele fez o que fez pelo magneto. Ele fez este trabalho porque trata seus escritores com respeito. Não nos deixa sem respostas. Não faz concorrência intelectual. Faz críticas construtivas e não tem pudores em elogiar, nem bajula para conquistar vantagens.

Devido a tudo isso, acho até melhor não agradecer, tenho certeza que ele não precisa disso. Melhor é só afirmar que é um grande prazer, uma imensa alegria, ser escritor da editora dele.
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